Ferramenta permite à população monitorar açudes do Nordeste

‘Olho N’água’ informa situação de reservatórios de água no Semiárido. Ferramenta foi desenvolvida em Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Uma página na internet com versão interativa de monitoramento de reservatórios de água do Semiárido brasileiro, permite à população acesso a informações atualizadas dos açudes nos nove estados do Nordeste e Minas Gerais. O sistema “Olho N’água” foi lançado esta semana em parceria do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

O sistema foi lançado em 21 de dezembro de 2016 e o Olho N’Água já está disponível para o acesso de qualquer pessoa na internet. No projeto tem uma página na rede social Facebook que permite aos internautas receber informações por meio de mensagens em seu perfil, sobre a situação dos reservatórios de seu interesse em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais.

Ferramenta Olho N'água monitora reservatórios do Semiárido brasileiro (Foto: Reprodução/Olho N'água)

“O planejamento do projeto tem mais de um ano. Antes o monitoramento era feito por meio de um boletim mensal, mas nós notamos a necessidade de lançar um sistema mais interativo, para tornar ele mais participativo para a população. Entramos em contato com a UFCG para gerar essas ferramentas, para que cada pessoas tenha monitoramento dos reservatórios de seu interesse. Ele também está acoplado às redes sociais e as pessoas vão receber informações do nível do seu açude, por mensagens”, explicou o diretor do Insa, Salomão de Sousa Medeiros.

O sistema de monitoramento trabalha com informações de 452 reservatórios localizados no Semiárido brasilieiro, que inclui o Nordeste e o estado de Minas Gerais. Todos juntos totalizam 40.256 hm³ de capacidade máxima de armazenamento de água e abastecem cerca de 24 milhões de habitantes.

O projeto foi desenvolvido por Insa, Laboratório Analyctis do Departamento de Sistemas e Computação (DSC) e Laboratório de Hidráulica II. O Olho N’água integra o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (Sigsab), que reúne e disponibiliza informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido.

Sistema de alerta

No sistema interativo existe a seção “Informe-se” onde o usuário pode realizar uma consulta sobre os níveis dos reservatórios e se cadastrar para receber atualizações através do Messenger da página oficial do Facebook oficial do Olho N’água.

Internautas vão poder receber informações por mensagens (Foto: Reprodução/Facebook)

“Ele foi criado para monitorar com as redes sociais. Com ferramenta “informe-se” a pessoa vai receber mensalmente o nível do reservatório que lhe abastece. No Facebook também vai propiciar discussão entre os internautas e o instituto. As pessoas vão poder falar sobre os reservatórios, condições da água e também informar denúncias de possíveis irregularidades”.

Simulador de tempo de água

Para 2017, o Insa e a UFCG pretendem desenvolver outra ferramenta associada ao Olho N’água que vai simular o prazo máximo em que cada reservatório vai conseguir abastecer a população. “Fizemos o lançamento da primeira versão e o uso está sendo avaliado neste primeiro momento. A fase seguinte é mostrar a ferramenta de simular o tempo de uso. O internauta vai acessar o sistema e ver por quantos dias aquele reservatório vai conseguir abastecer a população nas condições em que estão”, explicou Salomão de Sousa Medeiros.

Fontes

As informações utilizadas para o monitoramento dos níveis dos reservatórios são provenientes da Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Além destes, destacam-se a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH), Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (SEMARH-RN).

Fonte: G1 Paraíba

Você pode ajudar a Enciclopédia Nordeste a expandir este texto nos enviando fotos, ilustrações e informações para contato@onordeste.com