Dídimo Otto Kummer, médico dermatologista, escritor e artista plástico

Dídimo Otto Kummer (Porto Real do ColégioAlagoas 07/02/1947 – Maceió – AL 18/09/2005), médico dermatologista, escritor, artista plástico.

Filho do farmacêutico, médico popular e vereador Frederico Otto Kummer e Laura Ferreira Kummer. Estudou no Colégio Diocesano.

Formou-se pela Faculdade de Ciências Médicas de Alagoas (1974). Especializou-se em Dermatologia, ao fazer sua pós-graduação na Santa Casa do Rio de Janeiro.

Funcionário do Ministério da Saúde, exerceu suas atividades médicas no Hospital José Carneiro.

Membro da SOBRAMES-AL – da qual foi vice-presidente. Membro da Academia Maceioense de Letras e da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Foi casado com Edméa Kummer, psicanalista.

Obras

Pequeno Dicionário Graciliânico 5, Maceió: Ed. Catavento, 2000;

Vitiligo Dentro e Fora da Pele, Maceió: Ed. Catavento, 2001;

De Auspiz a Zireli Sinais Dermatológicos, Maceió: Catavento, 2002;

Artur Ramos: Significativas Passagens, Maceió: Catavento, 2004;

Nise: Abecedário de Uma Libertadora, Maceió: Catavento, 2004. Em forma de dicionário, este livro conta a trajetória da psiquiatra Nise da Silveira, mulher que libertou os doentes mentais dos eletrochoques, propondo um tratamento baseando em trabalhos artísticos, revolucionando a psiquiatria no Brasil ao empregar métodos inovadores no tratamento de patologias da mente. Inclui índice onomástico. Em seu livro Nise: Abecedário de Uma Libertadora, Didimo Otto Kummer se refere a ela como uma revolucionária: “Apaixonada pelos que estão à margem da vida, Nise tornou-se uma referência nacional na Psiquiatria. Na contramão, realizou uma tarefa heroica, libertando os doentes mentais de peso discriminatório da Psiquiatria, deixando-os livres para poderem se expressar humanamente”.

Vocabulário Médico Popular, um dicionário de sua autoria, que registra palavras e expressões da linguagem popular, de como as pessoas se referem a doenças, moléstias e enfermidades. Citava o poeta Manuel Bandeira: … “a vida de meus versos não me chegava pelos jornais, nem pelos livros, vinha da boca do povo, do saber do povo”. Em seu “Vocabulário Médico Popular”, entre significados como : “”Cravo” – afecção do folículo sebáceo, comedão, conhecido como calo doloroso e aprofundado na derme da região plantar”. Trinta anos de medicina, em atendimento ambulatorial, fizeram do doutor Dídimo um conhecedor profundo da linguagem usada pela população que é atendida nos hospitais públicos.

Fonte: ABC das Alagoas, Francisco Reynaldo Amorim de Barros – http://www.abcdasalagoas.com.br/

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