O NORDESTE / Sobre o Nordeste

Sobre o Nordeste

O Nordeste - região que sofre disparidade econômica em relação ao restante do Brasil - é imensamente rico do ponto de vista cultural e de recursos naturais.

A região é auto-suficiente em petróleo e recursos hidrográficos e água subterrânea, embora tenha grande parte do seu território localizado no semi-árido.

Do ponto de vista cultural, o Nordeste brasileiro detém uma identidade própria e diversificada.

A Música Popular Brasileira muito deve a nordestinos como Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Humberto Teixeira, Zé Dantas, Bahiano (o primeiro cantor profissional do Brasil), Dominguinhos, Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Gilberto Gil, Chico Science, Gal Costa, Fagner, Chico César, Raul Seixas, Sivuca, Capiba, Geraldo Azevedo, Zeca Baleiro, Paulo Diniz, Simone, Jackson do Pandeiro, Orlando Dias, Marinês, Anísio Silva, Nelson Ferreira, Maria Creuza, Ivete Sangalo, Geraldo Vandré, Walkdick Soriano, Reginaldo Rossi, Moraes Moreira, Núbia Lafayette, Selma do Coco, Roberta Miranda, Paulo Debétio, Zé Ramalho, Dodô e Osmar, Valdonys, Zé Marcolino, Turíbio Santos, Severino Araújo da Orquestra Tabajara.

E até sambistas como os baianos Mano Décio da Viola e Riachão além do pernambucano Bezerra da Silva.

Escritores como José de Alencar, Castro Alves, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Câmara Cascudo, João Ubaldo Ribeiro, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Marcos Vilaça.

Oferece ao mundo da poesia nomes como Gregório de Matos, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Ascenso Ferreira, Olegário Mariano, Augusto dos Anjos, Da Costa e Silva, Sousandrade, Raimundo Correia, Waly Salomão, Solano Trindade, Marcus Accioly, Zila Mamede, entre tantos.

Poetas populares, repentistas e violeiros como Patativa do Assaré, Lourival Batista, Pinto do Monteiro, Siqueira de Amorim, Cego Oliveira, Cego Aderaldo, Zé da Luz.

O teatro brasileiro muito deve aos nordestinos Nelson Rodrigues, Paulo Pontes, Dias Gomes, Ariano Suassuna, Hermilo Borba FilhoJoão Falcão, Prazeres Barbosa, Samuel Campelo, Elpídio Camara, Valdemar de Oliveira, Geninha da Rosa Borges, Maneco Quinderé, Sebastião Vasconcellos, Viriato Correia, Carlos Câmara, Aderbal Freire Filho.

O mesmo ocorre com o cinema através das contribuições de nordestinos como Luiz Severiano Ribeiro, Zé Trindade, Vladimir Carvalho, Anecy Rocha, Helena Ignez, Renato Aragão, Luiz Carlos Barreto, José Dumont, Marcélia Cartaxo, Jota Soares, José Wilker, Florinda Bolkan, Hermila Guedes, Hileana Menezes, Ingra Liberato, Zé Sozinho.

O destaque de nomes da televisão brasileira como Chacrinha, Chico Anysio, Marco Nanini, Aguinaldo Silva, Tom Cavalcante, Tiririca, João Falcão, Fabiana Karla, Guel Arraes, Bruno Garcia, Péricles Leal, Pedro de Lara.

Jornalistas como Barbosa Lima Sobrinho, Carlos Castello Branco, Audálio Dantas, Palmira Wanderley, Sebastião Nery, Moacir Japiassu, Cipriano Barata.

Artistas plásticos como Pedro Américo, Antônio Dias, Aldemir Martins, Estrigas, João Câmara, Francisco Brennand, Tereza Costa Rêgo, Santa Rosa, Pierre Chalita, Eduardo Eloy, Vicente do Rego Monteiro, Antônio Bandeira, Sérvulo Esmeraldo, José Cláudio, Romero Britto, Mário Cravo Neto, Hélio Rola.

Artistas gráficos como Carlos Estevão, Péricles (criador de O Amigo da Onça), Luiz Sá (Reco-Reco, Bolão e Azeitona), Mendez, Laílson, RAL.

Educadores como Paulo Freire, Anísio Teixeira, Martins Filho, Manoel Bomfim.

Líderes religiosos e espirituais como Dom Hélder Câmara, Bezerra de Menezes, Padre Cícero, Dom Eugênio Sales, Dom Távora, Dom Vital, Dom Avelar Brandão, Padre Ibiapina, Padre Rolim, Padre Henrique, Divaldo Pereira Franco.

Movimentos sociais rurais que projetaram nomes como o de Antônio Conselheiro (Canudos), Beato José Lourenço (Caldeirão), Lampião, Maria Bonita, Corisco, Jararaca (Cangaço), Francisco Julião, Clodomir Morais (Ligas Camponesas).

Movimentos sociais libertários Frei Caneca e Padre Mororó.

Mulheres das lutas sociais como Maria da Penha, Maria Quitéria, Bárbara de Alencar, Margarida Alves, Adalgisa Cavalcanti.

Cientistas como José Leite Lopes, Nise da Silveira, Nelson Chaves, Oswaldo Gonçalves de Lima, Casimiro Montenegro, Manoel Correia de Andrade, Milton Santos, Pirajá da Silva, Rodolfo Teófilo, Rubens de Azevedo, Vasconcelos Sobrinho.

Pioneiros como Pinto Martins (Aviação), Padre Francisco João de Azevedo (Inventor da máquina de escrever), Marechal José Pessoa (planejador da localização de Brasília).

Historiadores como Frei Vicente Salvador, Pereira da Costa, Pedro Calmon, Oliveira Lima, Raimundo Girão, Capistrano de Abreu, Nirez Azevedo, Sílvio Romero.

Juristas como Ruy Barbosa, Tobias Barreto, Clóvis Bevilácqua, Pontes de Miranda, Paulo Bonavides, Evandro Lins e Silva.

Líderes políticos como Mário Alves, Miguel Arraes, Teotônio Vilela, Pedro Ernesto, Luiza Erundina.

Presidentes da República como Luiz Inácio Lula da Silva, Marechal Floriano Peixoto, Marechal Deodoro da Fonseca, Marechal Castelo Branco, José Linhares, José Sarney, Epitácio Pessoa, Café Filho, Fernando Collor de Mello.

Mestres da Cultura Popular como Vitalino dos bonecos de barro, Salustiano da rabeca, Joãosinho Trinta, Dona Santa do Maracatu, Pastinha da capoeira, Galdino da cerâmica.

No futebol, a começar dos técnicos (Zagallo, Gentil Cardoso) tem uma seleção formada: Manga, Ricardo Rocha, Clodoaldo, Marinho Chagas, Juninho pernambucano, Zequinha, Clodoaldo, Vampeta, Vavá, Canhoteiro, Ademir Menezes, Rivaldo, Rildo, Bita. No Futsal, Manoel Tobias. No Futebol Feminino, Marta, por duas vezes escolhida a melhor do mundo.

Atletas como Shelda (Vôlei de Praia), Fábio Gouveia (Surf).

Por tudo isso, é fundamental que os nordestinos, brasileiros e o mundo conheçam a região Nordeste, em seus detalhes.

Diáspora

Espalhada por todo Brasil existe um grande população de nordestinos. É o chamado fenômeno da diáspora.

O termo diáspora (em grego antigo, "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas.

A diáspora nordestina teve início em 1.879 com o Ciclo da Borracha. Calcula-se que mais de 60 mil nordestinos migraram para a Amazônia para trabalharem como "Soldados da Borracha" estimulados pelos governos estaduais através do Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia - SEMTA.

No Século XX, com o agravante da exploração social e do trabalho na economia rural nordestina, a implantação do processo de industrialização no Sudeste - que teve seu auge entre 1960-1980 - tornou atraente o fluxo migratório de nordestinos para destinos preferenciais como Rio de Janeiro e São Paulo.

A palavra favela que consagrou as habitações da periferia do Rio de Janeiro e, depois, de todo Brasil, tem sua origem numa planta da caatinga existente no Arraial de Canudos. A origem do termo se encontra no episódio histórico conhecido por Guerra de Canudos. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude de uma planta (chamada de favela) que encobria a região. Alguns dos soldados que foram para a guerra, ao regressarem ao Rio de Janeiro em 1897, deixaram de receber o soldo, instalando-se em construções provisórias erigidas sobre o Morro da Providência. O local passou então a ser designado popularmente Morro da Favela, em referência à "favela" original. O nome favela ficou conhecido e na década de 20, as habitações improvisadas, sem infra-estrutura, que ocupavam os morros passaram a ser chamadas de favelas.  Com a destruição do arraial de resistência de Antônio Conselheiro, em Canudos, muitos dos beatos migraram para o Rio de Janeiro em navios oferecidos pelo poder público, como forma de desativar o foco de resistência.

Candango, que geralmente é utilizado para designar os brasilienses, é o termo dado aos trabalhadores que imigravam à futura capital para sua construção. Uma das vertentes diz que o termo é de origem africana e significa "ordinário", "ruim". A construção de Brasília foi feita basicamente por migrantes nordestinos, chamados de candangos, que depois ficaram morando na sua periferia nas cidades satélites.

Nas três últimas décadas do Século 20, a fronteira agrícola de soja do Centro-Oeste também foi expandida com a força da mão-de-obra nordestina, que por lá tem se fixado.

Em São Paulo, principal destino dos exilados pela seca dentro de seu próprio país, o número de nordestinos e descendentes é estimado em 6 milhões. Existe até uma emissora de rádio, em São Paulo, funcionando para difusão na colônia nordestina.

Portanto, o interesse pelo conhecimento sobre o Nordeste - além dos conterrâneos espalhados por todo país - é também fundamental para que o Brasil ultrapasse a fase cruel da desigualdade social e regional e afirme sua identidade como Nação.

Ivan Maurício Monteiro dos Santos
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