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Waldonys, músico, cantor e compositor
Waldonys

Waldonis José Torres de Menezes
 14/9/1972 Fortaleza, CE

Cantor. Instrumentista (Acordeonista).

Começou a tocar com nove anos de idade numa sanfona de oito baixos que ganhou do pai. Aos 12 anos, conheceu Dominguinhos, que se tornou seu principal incentivador e padrinho artístico. Por volta dos 14 anos, conheceu Luiz Gonzaga que lhe presenteou com uma sanfona branca, da marca italiana Scandalli, de 80 baixos e o apelidou de "Garoto atrevido". Estudou música no Conservatório Alberto Nepomuceno, em Fortaleza, no Ceará.

Aos 17 anos, foi levado pelo empresário italiano Franco Fontana para apresentar-se na cidade de Reno, em Nevada, nos Estados Unidos. Por lá permaneceu pelo período de seis meses. Retornando ao Brasil, gravou seu primeiro disco pela RGE, "Viva Gonzagão". Gravou depois mais um LP e três CDs, inclusive um ao vivo, com os violonistas Manassés e Nonato Luís, gravado no Teatro José de Alencar, em Fortaleza (CE). Apresentou-se no Brasil e no exterior em companhias de nomes como Fagner, Zé Ramalho e Marisa Monte. Tocou nos Estados Unidos, Europa e Cuba. Em 1988, acompanhou Luiz Gonzaga na marcha "Fruta madura", de João Silva e Luiz Gonzaga, do LP "Aí Vem", e que seria o último lançado por Luiz Gonzaga, pela RCA Victor. Em 1999, lançou o CD "Waldonis canta e toca sucessos nordestinos", onde interpreta, entre outras, o xote-toada "Vaca Estrela e Boi Fubá", de Patativa do Assaré, "Flor do lírio", "Olha pro céu" e "São João na roça", as três de Luiz Gonzaga e "Último pau-de-arara", de Venâncio, Corumba e José Guimarães. Cantou também com Dominguinhos a toada "Cigarro de paia", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, grande sucesso do Rei do Baião, além de forrós e xotes. Homenageou Luiz Gonzaga em dois CDs "Aprendi com o Rei" volumes 1 e 2. Em 2001, participou do Primeiro Festival de sanfona do Maranhão juntamente com Dominguinhos, Sivuca, Renato Borghetti, o argentino Antonio Tarragô e os norte americanos Geno Delafose e Mingo Saldival. Em 2005, lançou, pela Kuarup, o CD "Anjo Querubim", no qual interpretou as músicas "Jardim dos animais", de Fagner e Fausto Nilo; "Já faz tempo não lhe vejo", de Antonio Barros; "Machucando sim", de Luiz Queiroga; "Final dos tempos", de Chico Pessoa; "Anjo querubim", de Petrúcio Amorim; "Poucas palavras", de Gilmar Cavalcanti e Eliane; "Eu quero ver você dizer que sou ruim", de Alcymar Monteiro, "Alceu Valença e Arcílio Araújo; "De pernas viradas", de Dorgival Dantas; "Fulô de laranjeira", de Paulo César de Oliveira; "Apague o fogo", de sua autoria, e um pot-pourri em homenagem a Fagner com as músicas "Eternas ondas", de Zé Ramalho; "Revelação", de Clodô e Clésio; "Noturno", de Caio Silvio e Graco, e "Deslizes", de Michael Sullivan e Paulo Massadas, além da faixa instrumental "Acrobático", de Lu de Souza. Em 2006, participou do CD " Conterrâneos", lançado por Dominguinhos, dialogando com o mesmo na faixa "Eita Paraíba", de Chico Anisio e Sarah Benchimol.

Discografia

([S/D]) Viva Gonzagão • RGE • LP
([S/D]) Veleiros • RGE • LP
([S/D]) Quem não dança, dança • Som-Zoom • CD
([S/D]) Coração de sanfona • Continental • CD
([S/D]) Filhos do solo (Ao Vivo) • Luz do sol • CD
(2005) Anjo Querubin • Kuarup • CD
(1999) Waldonis canta e toca sucessos nordestinos • Velas • CD

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Waldonys, o sanfoneiro atrevido

Com não mais que 34 anos, Waldonys celebra amanhã duas décadas como músico profissional, gravando um DVD em show no Theatro José de Alencar - com todo o respeito merecido pela sanfona, forrozeira e universal. O show tem participações de Fausto Nilo e Tânia Alves

O reconhecimento em forma de entusiástica saudação veio do ídolo maior, Luiz Gonzaga: "Esse garoto é muito atrevido. Com 15 anos, tocando desse jeito...". Certa feita, o Velho Lua aproveitou um forçoso intervalo no aeroporto de Fortaleza para ir ter dois dedos de prosa à casa de um menino de quem já ouvira falar. Lá chegando, testemunhou nada haver de exagero em tudo que se dizia do menino. Gonzaga voltou outras vezes, emocionando a família do pai da criança, seu Eurides, também sanfoneiro, de há muito sonhador em conhecer o rei do baião. O presente deixado em uma das visitas de seu Luiz continua guardado até hoje, como peça de particular reverência na casa: o acordeão profissional presenteado ao moleque que espantava pelo facilidade precoce em derramar os dedos pelas brancas e pretas, pelos tantos baixos do piano de peito. Seu nome: Waldonys.

Desde então, muita música passou pelo resfolego do fole nas mãos do menino que desde cedo decidiu ter a arte como caminho profissional. Tanto que, com não mais de 34 anos, Waldonys está celebrando seus 20 anos de carreira. Para marcar a data, um show especial, nesta sexta-feira, no Theatro José de Alencar, com participações de Fausto Nilo e Tânia Alves. Ocasião em que o cabra que aprendeu com o rei promete mostrar boa parte de seu matulão de lições, para a gravação de um DVD, o primeiro da carreira musical que, de tão precoce, parece sempre se ter confundido com a própria vida.

"São 20 anos de sanfona, 20 anos de carreira, 20 anos de forró autêntico, de luta pelo verdadeiro forró, digamos assim, sem menosprezar os outros. Um forró que não é dessa onda, desse modismo das bandas, dessa coisa toda que a gente ouve e não vê muita diferença entre uma coisa e outra", demarca Waldonys, em entrevista por telefone ao Caderno 3, em dia de agenda movimentada em São Paulo por gravações para a Rede Globo, ao lado do mestre Dominguinhos, para um especial de São João a ser exibido no Nordeste. Seu Domingos foi mais um a acompanhar o crescimento do sanfoneiro cearense, que da bênção inicial de Luiz Gonzaga cedo se lançou à própria estrada, chamando atenção no Som Brasil que a vênus platinada ora tenta reforjar. Atraindo interesse de um empresário italiano para uma turnê pelos Estados Unidos, ainda adolescente. Vestindo de beleza as canções de Fagner e de Marisa Monte, com quem voltou a dividir o palco este ano, na passagem da turnê da cantora pelas capitais nordestinas. E assumindo o microfone pela necessidade de fazer o próprio nome, mandar o próprio recado.

"Na realidade, eu comecei a tocar com 11 anos, mas não posso dizer que já era um profissional. Agora, com 14, aí sim, tenho tudo documentado, gravações feitas em LPs, em São Paulo, no Rio, com o Dominguinhos. Eu já ganhava um dinheirinho. Então, dos 14 pros 34, são 20 anos justinho", conta, em um bom-humor jamais insinuante de destoar da humildade. "Sanfoneiro que se preze é assim / Pra tocar não há lugar bom ou ruim / Se não tem cota a gente leva na lorota / Mas o dinheiro sempre é justo companheiro", canta, afinal, em "Aprendi com o rei", canção-título de dois trabalhos de sua discografia, que só agora chega ao primeiro DVD.

Os forrós possíveis
"Acredito que eu não esteja chegando atrasado não. Acho que tudo vem no seu tempo. Demorou, mas acredito que não tenha sido um atraso não, porque agora estou mais preparado pra fazer o DVD." (...)

Fonte: Diário do Nordeste

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