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Vital Farias, cantor e compositor
Vital Farias

Um cidadão do mundo

Multiartista Vital Farias completa 70 anos e conversa sobre sua trajetória artística e política com o JORNAL DA PARAÍBA.

Multiartista planeja lançar por conta própria uma série de três livros, cada um com 130 páginas

"Eu sou um cidadão do mundo. Não fico só com o violão na mão e minha cantoria", conta o multiartista Vital Farias, que recebeu a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA em sua casa e estúdio, em João Pessoa.
 
Por isso que, no alto dos seus 70 anos completados nesta quarta-feira, esse paraibano de Taperoá - terra de nomes consagrados como Ariano Suassuna - perambula por várias vertentes das artes, incluindo a música, o teatro e o cinema, além de sua atuação política, onde se candidatou duas vezes para o Senado, obtendo 100 mil votos em 2006. "Eu me considero um senador eleito porque 100 mil votos é uma verdadeira preciosidade".
 
Mesmo não ocupando uma cadeira em Brasília, Vital Farias mantém sua consciência política. "Vou dizer com muita tristeza que os mandatários do mundo inteiro fracassaram. O povo é ordeiro, quer viver em paz. Não é a população do mundo que está perdida. Quem está perdida são os dirigentes", aponta o paraibano.
 
"É importante que se diga para saber que o músico não precisa fazer só música. Ele tem que pensar e também aprender a pensar! Fazer música só para dançar, se divertir ou se iludir, Vital Farias não está aí."
TRAJETÓRIO

"Eu vivi uma ditadura de Vargas, nasci em 1943. Depois, em 1964, peguei uma ditadura militar. Desde esse tempo comecei a exercitar a minha cidadania. O mundo é do tamanho da tua cabeça. Se você só toca violão, só faz música comercialmente, você é daquele tamanho!"
 
Em Taperoá, Vital, caçula de 14 irmãos, foi alfabetizado através da literatura de cordel. Autodidata, aprendeu violão e participou de vários grupos musicais na capital paraibana, como Os Quatro Loucos, que tocava o repertório dos The Beatles.
 
Ministrava aula de violão e teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa até se mudar para o Rio de Janeiro nos anos 1970, onde se formou em Música.
 
"Minha faculdade foi de música erudita. Inclusive hoje está tudo mais aberto. Se você tocasse uma música popular, você era mal visto. Só poderia tocar a clássica", conta Vital, relembrando que, mesmo nessa época, levou para se apresentar na faculdade dois cantadores de viola: Gavião e João de Lima. "Hoje em dia está tudo se absorvido, mas foi preciso brigar".
 
Em 1978 ele gravou o seu primeiro disco, intitulado apenas Vital Farias. Sua primeira composição gravada foi ’Ê mãe’, em parceria com o saudoso Livardo Alves e gravada por Ari Toledo.
 
Suas composições se destacam pela criatividade e pelo humor, mesclando o cancioneiro nordestino, sambas de breque, modinhas, xaxados, entre outros ritmos.
 
Na sua discografia se encontra Cantoria I, com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai. Em 1985, lançou Do Jeito Natural, coletânea com seus maiores sucessos como ’Sete cantigas para voar’ e ’Ai que saudade de ocê’. No mesmo ano, participou do álbum Cantoria II.
 
PROJETOS

Entre peças, filmes (como O Homem que Virou Suco, com Zé Dumont e dirigido por João Batista de Andrade) e discos, Vital afirma contente que nunca parou, tendo muitos projetos futuros.
 
"Não gosto de falar nada que ainda não aconteceu", afirma o artista.
 
Entre os novos trabalhos, o músico está produzindo mais um disco de sua filha, Giovanna Farias, que será lançado ainda este semestre através do selo Kuarup (hoje Sony Music). Em 2002, o artista chegou a produzir o trabalho de estreia dela, lançar Vital Farias ao Vivo e aos Mortos-Vivos e receber o título de cidadania do Rio de Janeiro.
 
"Estou produzindo algumas coisas, mas pode ser que não aconteça: estou produzindo dois CDs da cantoria minha com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai", revela. "São coisas que eu fiz e áudios que tenho, inclusive únicos no mundo. Eu que gravei em 2000 na turnê que nós fizemos. Pra se ter uma ideia, foi Brasília duas vezes, depois fomos pra Natal, Recife, Aracaju, Salvador, Ilhéus, Vitória, Uberaba e Rio de Janeiro".
 
Na literatura, o multiartista planeja lançar por conta própria uma série de três livros chamados Indignação, cada um com 130 páginas. De acordo com Vital, a coleção fala de tudo, desde o compositor alemão Johann Sebastian Bach até o paraibano Zé Limeira, mitológico cordelista de Teixeira, que teve suas primeiras publicações editadas pelo próprio Farias.
 
"Nos livros, eu falo muitas coisas, tiro brincadeiras, falo assuntos sérios. Tenho um ensaio sobre (Luiz) Gonzaga - que estudei bastante e é um dos maiores homens do Brasil", afirma. "Era um moleque lá do mato, que se engrandeceu e virou um "Lampião" da música popular brasileira, fazendo de todos os estados do Nordeste como se fossem um só".

Fonte: Jornal da Paraíba - 23/01/2013

PERFIL

No dia 23 de janeiro de 1943, em Taperoá (PB), nascia Vital Farias, caçula de 14 irmãos. Foi alfabetizado com as irmãs através da Literatura de Cordel. Aos 18 anos, apesar da tradição musical da família, começou a estudar violão sozinho. Nessa época, foi para João Pessoa para servir ao Exército. Participou de diversos conjuntos musicais, entre os quais "Os quatro loucos", que apresentava imitações de músicas do conjunto de rock inglês "The Beatles". Pouco depois passou a dar aula de violão e teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa. Em 1975 mudou-se para o Rio de Janeiro, e no ano seguinte foi aprovado no vestibular para a Faculdade de Música.

No Rio de Janeiro começou a participar de shows e outros eventos artísticos, como a peça "Gota d'água" (1976), de Chico Buarque de Hollanda, atuando como músico. Sua primeira composição gravada foi "Ê mãe", em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo. Em 1978 gravou o seu primeiro disco. Dois anos depois saía "Taperoá", seu segundo disco. Em 1982 lançou o LP "Sagas brasileiras". Em 1984 lançou, pela Kuarup, o CD Cantoria I, com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai. Em 1985 lançou o LP "Do jeito natural", uma coletânea com seus maiores sucessos. No mesmo ano participou do álbum Cantoria II, com os mesmos integrantes do CD anterior. Depois disso resolveu parar de gravar por um tempo e passou a se dedicar aos estudos. Suas composições destacam-se pelo humor e inventividade, onde se mesclam canções nordestinas, sambas de breque, modinhas, xaxados e outros ritmos.

Em 2002 produziu o disco de estréia de sua filha e cantora Giovanna, no qual estão presentes 15 composições de sua autoria. O disco foi lançado pelo selo Discos Vital Farias. No mesmo ano lançou o disco "Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos". Recebeu, ainda no mesmo período, o título de Cidadão do Rio de Janeiro.

Fonte: mpbnet


Biografia

No começo, em Taperoá
Vital Farias fez seus primeiros estudos em casa, com seus irmãos mais velhos, lendo folhetos de cordel, ainda na Pedra D'Água, sítio onde nasceu, no município de Taperoá - Paraíba. Logo depois, começou seus contatos com a cidade de Taperoá, onde cursou o primário no Grupo Escolar Felix Daltro. Fez exame de admissão e parte do ginásio na Escola Professor Minervino Cavalcanti, que funcionou no mesmo grupo escolar, idealizado pela então benfeitor e amigo de todos nós Dr. Adonias de Queirós Melo (dentista, homem de muito amor pelas causas educativas).

Ave de arribação
Migrou para João Pessoa para servir o exército brasileiro (15º Regimento de Infantaria), onde passou dez meses e quinze dias. Saindo do exército, continuou seus estudos no Lyceu Paraibano em plena ditadura militar. Nesse tempo já compunha e já se sentia um cantador, pois as suas origens reclamavam da cultura do seu povo e trazia nas suas memórias, desde criança, muitas cenas em Taperoá e nos sertões vizinhos da profunda covardia do sistema capitalista que esmaga e oprime o trabalhador. Mas, por força das circunstâncias "lei da sobrevivência" formou um conjunto de iê-iê-iê juntamente com Floriano, Cecílio Ramalho e Golinha ao estilo The Beatles, que na época incendiou com suas canções belíssimas o mundo inteiro. Apesar disso, Vital não se esqueceu das cantigas de seu povo, das ladainhas, das incelenças e cantilenas e paralelamente desenvolvia um trabalho onde contemplava suas origens.

Suando a camisa
Na década de 70 foi professor do estado, ministrando aulas de teoria e violão por música, tendo como orientador Fidja Siqueira, Pedro Santos, Gerardo Parentes, Bento da Gama, entre outros. Paulatinamente conviveu e participou no Teatro Santa Rosa de vários trabalhos teatrais: ora como músico, ora como ator, ora como criador. Realizou alguns trabalhos de cinema. Com essa experiência, anos depois já no eixo Rio-São Paulo participou do premiadíssimo filme O HOMEM QUE VIROU SUCO (primeiro lugar no festival internacional de Moscou-1981). Atuou como diretor musical e roteirista poético.

No Pau-de-Arara
Em 1975 rumou para o Rio de Janeiro. Lá chegando, participou da peça do Diretor Luis Mendonça LAMPIÃO NO INFERNO juntamente com Pedro Osmar, seu companheiro de viagem e ex-aluno, Elba Ramalho, Tânia Alves, Kátia de França Imara Reis, Tonico Pereira, Madame Satã, Hélio Guerra, Joel Barcelos, Walter Breda, Damilton Viana, entre outros. Por outro lado, seguia seu sonho de poeta-cantador, compondo, participando das questões sociais e políticas do Brasil, chegando a participar da peça GOTA DÁGUA, de Chico Buarque e Paulo Pontes, seu amigo. Continuou, como sempre, alimentando seu desejo. Fez vestibular na CESGRANRIO, onde foi aprovado para o curso da Faculdade de Música, onde se formou em 1981. Nesse espaço de tempo teve orientação de arranjo e regência com os professores e Maestros Radamés Gnatali e José Alves de Sousa, ex-padre e professor-diretor da faculdade de música.

Poucos, porém grandes parceiros
Vital, por ser um cantador bisexto,nunca teve muitas parcerias. A não ser com Livardo Alves, Jomar Souto, com a obra Eu sabia, Sabiá, isso na Parahyba e depois com Salgado Maranhão, já no Rio de Janeiro, onde morou na casa do estudante universitário em Botafogo. Só para não esquecer, a ditadura campeava cerceando direitos e maltratando quem fizesse a verdadeira arte cidadã neste país, sendo achacado, diversas vezes impedido de cantar certas obras, etc. etc. etc.

Aleluia, habemus disco
Em 1978 faz na Polygram seu primeiro LP (VITAL FARIAS). Laureado por toda crítica brasileira, inclusive pela maior autoridade da crítica especializada no país José Ramos Tinhorão - historiador e crítico do Jornal do Brasil. Durante todo esse tempo, Vital continuou lendo, debatendo, fazendo palestras, cantorias. Seu trabalho, como é do conhecimento de todos nós, é um trabalho polêmico no que concerne ao Humano, Social, Político, Ecológico etc.

O resto é de domínio público. (se quiser saber de tudo que aconteceu com Vital Farias, pergunte a DEUS...)

Taperoá - Parahyba - Nordeste - Brasil - América do Sul - Ocidente - Planeta Terra - Via Láctea -AMÉM

 Fonte: vitalfarias

Cantor de "Ai que Saudade de Ocê" é candidato na Paraíba

07 de julho de 2010

Cantor e compositor Vital Farias se candidata pela segunda vez ao Senado

Beth Torres
Direto de João Pessoa

Um cantor e compositor, autor de músicas de conhecidas como "Ai que Saudade de Ocê", "Canção em Dois Tempos", "Veja Margarida" e "Caso Você Case", está na disputa por uma das duas vagas da Paraíba no Senado Federal. Vital Farias é candidato pelo PCB à vaga de senador nas eleições de outubro próximo.

Esta não é a primeira vez que o artista disputa um cargo político. Nas eleições de 2006, Vital Farias foi candidato a senador pela "Frente de Esquerda na Paraíba" formada pelo PSOL e pelo PSTU. Vital, que pertencia ao PSOL, conseguiu 100 mil votos. Ele faz questão de dizer que conseguiu toda essa votação sem nenhuma estrutura de campanha e sem gastos. "Desta vez acho difícil perder para os candidatos a senador que temos", destacou.

O artista diz que não é e nunca vai ser um político profissional, mas se lançou candidato para combater as oligarquias que se revezam na disputa dos cargos eletivos na Paraíba e ainda "envergonham essa terra pequenina". Vital prevê retirar um milhão de votos e representar o Estado em Brasília.

Além de cantar e compor, Vital Farias tem atuação junto ao Movimento Negro e também ao MST. Ele faz questão de dizer que não tem relação de amizade com nenhum político tradicional da Paraíba. "Não sou ligado a nenhuma facção de poder", avisou.

O cantor é natural do município paraibano de Taperoá. Formado em música, a sua primeira composição gravada foi "Ê mãe", em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo. Em 1978 gravou seu primeiro disco "Vital Farias". O segundo, "Taperoá", surgiu dois anos depois. No final do anos 80, Vital resolveu parar de gravar por um tempo para se dedicar aos estudos.

Fonte: Portal Terra

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