O NORDESTE / Enciclopédia Nordeste / Usina Cucaú

Pesquisar em ordem alfabética

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T UV W Y X Z
  • U

Usina Cucaú

  • Tamanho da letra

    Diminuir o tamanho da letraAumentar o tamanho da letra
  • Imprimir

    Imprimir
  • Enviar por e-mail

    Enviar por e-mail
Voltar

Usina Cucaú 
Qui, 25 de Março de 2010 12:54 
Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

pesquisaescolar@fundaj.gov.br

Está localizada no município de Rio Formoso e foi implantada no antigo engenho de açúcar do mesmo nome, fundado por Francisco de Moura, antes da invasão holandesa.
 

Foi edificada, em 1895, pela Companhia de Melhoramentos em Pernambuco.

Muitas figuras ilustres fizeram parte como acionistas e diretores da Companhia, entre os quais, Manoel Borba e José Rufino Bezerra Cavalcanti, ambos governadores de Pernambuco, Arthur de Siqueira Cavalcanti Filho, Barão de Águas Claras, Oscar Bernardo Carneiro da Cunha, coronel Júlio de Araújo, João Cardoso Ayres.

Atualmente a usina pertence ao Grupo Armando de Queiroz Monteiro e integra, junto com a usina Laranjeiras, a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco.

A fase de expansão da empresa teve início em 1944, quando o controle acionário da usina foi adquirido por Armando de Queiroz Monteiro que assumiu sua presidência, transformou a antiga usina através da modernização e incorporação de outras usinas, como a Tinoco, Aipibú e Laranjeiras.

A usina Cucaú conta atualmente com 29.733 hectares, sendo 5.400 hectares de área mecanizada. Possui 49 engenhos, entre os municípios de Rio Formoso, Ribeirão, Gameleira e Serinhaém, 36 escolas, serviços de assistência à saúde e política habitacional para seus operários.

Há uma preocupação permanente dos seus dirigentes com a qualidade e atualização dos equipamentos, implantação de novas tecnologias e automação dos controles. O primeiro difusor para extração do caldo instalado no Brasil foi adquirido pela empresa e instalado na usina Cucaú, no final do século XIX.

A região onde estão situados seus engenhos tem a ver com os quilombos dos negros fugidos da escravidão. A casa-grande e a capela do engenho Antas, pertencente à usina, foram tombados pelo Patrimônio Histórico e tem a guarda da usina Cucaú.

Recife, 7 de agosto de 2003.

(Atualizado em 9 de setembro de 2009).

FONTES CONSULTADAS:

ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)

GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.

MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).


Fonte:
GASPAR, Lúcia. Usina Cucaú. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.
 

Siga www.onordeste.com pelo Twitter

Palavras-chave: