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Mar Morto, resumo do livro, Jorge Amado

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Mar Morto, romance de Jorge Amado
Mar Morto

Mar morto, 1936 - Romance

Em 1936, Jorge Amado é preso pela primeira vez. Passa dois meses na cadeia, no Rio de Janeiro, por conta de suas atividades políticas.

Ao deixar o presídio, sem um tostão no bolso, recebe uma proposta do editor José Olympio: 500 mil réis para escrever um novo romance. Jorge Amado topa. E em quinze dias - ou, mais exatamente, quinze noites - Mar morto está pronto.

É a história de Guma, criança criada no cais da Bahia, e de seu amor por Lívia, a meiga Lívia, que, depois da morte do amado, torna-se ela mesma mestra de saveiro, deslizando à flor do mar.

Na abertura do livro, aliás, o próprio Jorge Amado já vai avisando aos seus leitores: "Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lua no cais do Mercado, nas feiras, nos pequenos portos do Recôncavo, junto aos enormes navios suecos nas pontes de Ilhéus. O povo de Iemanjá tem muito que contar".

E foi em meio aos floreios marinhos desse livro de luares e de estrelas, sob o signo de Iemanjá dos cinco nomes, que o poeta Dorival Caymmi pescou palavras para ir compondo uma canção cristalina, É doce morrer no mar " canção destinada a encantar para sempre a sensibilidade musical brasileira.

Escrito no bairro da Gamboa de Cima, em Salvador, Bahia, em frente ao mar, e concluído no Rio de Janeiro, em junho de 1936, o romance recebeu o Prêmio Graça Aranha, 1936, quando foi publicada sua 1ª edição, pela Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, agosto de 1936, com capa de Santa Rosa, 346 páginas.

A partir de 1941, passou a ser editado pela Livraria Martins Editora, São Paulo, ilustrado, em 1961, com xilogravuras de Osvaldo Goeldi e, em 1970, 23ª edição, com capa de Carybé. Integrou a coleção "Obras Ilustradas de Jorge Amado", da editora, como terceiro tomo, volume V, até a 38ª edição, 1975. A partir daí, a editoração foi assumida pela Editora Record, Rio de Janeiro, até a mais recente, agosto de 1997, 73ª edição, 32ª pela editora, com fixação de texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa, capa de Pedro Costa com ilustração de Osvaldo Goeldi, sobrecapa com quadro de Di Cavalcanti, ilustrações de Osvaldo Goeldi, vinhetas do mesmo artista por Pedro Costa, retrato do autor por Jordão de Oliveira e fotografia do autor por Zélia Gattai.

Foi publicado em Portugal e traduzido para o alemão, búlgaro, chinês, espanhol, francês, grego, hebraico, húngaro, inglês, islandês, italiano, polonês, russo, sueco, tcheco e turco.

Rádio: novela Mar morto, Rádio Nacional, Rio de Janeiro, 1940 e Rádio São Paulo, São Paulo, 1945; Mar muerto, Rádio El Mundo, Buenos Aires, 1941.

Cinema: direitos para adaptação cinematográfica adquiridos por Carlo Ponti, Roma, 1957.

Quadrinhos: Mar morto, Editora Brasil-América, coleção "Edição Maravilhosa" nº 186, Rio de Janeiro, s/data.

Música: Dorival Caymmi compôs motivos diversos sobre o tema Mar morto.

Televisão: "Porto dos Milagres", novela da TV Globo.

Fonte: Fundação Casa de Jorge Amado

MAR MORTO, ROMANCE DE JORGE AMADO, 1936

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