O NORDESTE / Enciclopédia Nordeste / Dicionário de Baianês

Pesquisar em ordem alfabética

A B C DE F G H I J K L M N O P Q R S T U V W Y X Z
  • D

Dicionário de Baianês

  • Tamanho da letra

    Diminuir o tamanho da letraAumentar o tamanho da letra
  • Imprimir

    Imprimir
  • Enviar por e-mail

    Enviar por e-mail
Voltar
Acervo www.onordeste.com
Dicionário de Baianês
Acervo www.onordeste.com
Capa e ilustração de Lage

Introdução à Primeira Edição

Tudo começou de uma brincadeira com meus filhos. Baianos com certeza (privilégio que eu não tive), assim que trocaram a chupeta pelas pernas de caranguejo, já me surpreendiam com o uso de termos típicos do linguajar baiano. Recordo-me de uma vez, quando um dos meus filhos, após conversar, pelo telefone, com os primos do interior do Estado do Rio me perguntou, sem entender direito a "língua diferente": "Painho, por que é que eles falam errado?".

A partir daí, por puro deleite, comecei a anotar uma ou outra expresão desse linguajar, logo percebendo que existia todo um conjunto de palavras que ia além da efemeridade das gírias, e que já estava incorporado à linguagem popular.

Passei então a registrar tudo o que ouvia nas ruas, no trabalho, no futebol, nas conversas, e, em cerca de seis anos, coletei perto de oitocentos "verbetes".

Predominam no "dicionário" os termos usados em Salvador, que certamente não é o único nem o mais rico lugar em expressões na Bahia. Não estão incluídos, infelizmente, provérbios e as deliciosasfrases do tipo "mais enfeitado que jegue na lavagem do Bonfim". Por outro lado, estão inseridos termos que são do Aurélio, mas seu uso só é difundido na Bahia ("quesito", por exemplo).

Mas falta mais coisa. Falta o que as palavras não exprimem. De que forma registrar a musicalidade, a pausa após o sujeito e a entonação decrescente das frases interrogativas do jeito baiano de falar?

Gostaria enfim de fazer uma recomendação fundamental: essa coletânea deve ser lida e sentida como uma homenagem à Bahia e a seu povo, e como prova de amor a esta terra.

Agradeço especialmente a Lourdinha Dêda pela apaixonada e apaixonante dedicação, a meus amigos (muitos) pela força e entusiasmo, e ao professor Cid Teixeira, pela gentil e rigorosa crítica.

Bahia, verão de 1991.

Nivaldo Lariú

Introdução à Segunda Edição

Nem nos sonhos menos modestos eu poderia prever a repercussão e o sucesso deste livro na Bahia. Desde o lançamento (com o apoio da Engenhonovo Propaganda, através de Carlos Sarno), recebi dezenas e dezenas de cartas de baianos de todo o Brasil, e minha secretária-eletrônica viveu meses cheia de recados, o que proporcionou quase mil novas contribuições e muito trabalho para analisá-las.

Foram meses de muita digitação e conversas, na tarefa de depurar todo o arquivo de verbetes, para concluir se um determinado termo era efetivamente baianês ou de uso generalizado, não restrito a grupos ou guetos culturais. Com isso, algumas pérolas da linguagem baiana deixaram de ser registradas. Por outro lado, foram mantidas aquelas palavras que são usadas não somente na Bahia, mas no Nordeste, pois, como ensina o mestre Mário Souto Maior, elas são expressões de uma linguagem regional nordestina, o que obviamente incluiu a Bahia. Além desses cuidados, toda a primeira edição foi revista, com correção dos erros e aperfeiçoamento das definições. (...)

A linguagem coloquial foi mantida - mesmo ao arrepio das regras de ortografia - no intuito de preservar o caráter popular da obra, desvinculada de intenções acadêmicas.

O dicionário conta agora com mais de 1.200 vocábulos, e a ampliação do número de verbetes vem apenas confirmar a imensa variedade do linguajar baiano, enriquecido e renovado continuamente pela criativdade popular. (...)

Bahia, verão de 1992

Nivaldo Lariú

"Já o havia degustado (...) pelo bom humor com que foi feito, pelas saborosas ilustrações e pela engraçadíssima historinha final. No conjunto, acertou 100%"

Antonio Houaiss

"Para o início ou composição de um dicionário da língua brasileira, este livrinho é um primeiro documentário precioso que muito contribuirá para o registro da palavra de uso baiano"

Afrânio Coutinho

"Quem quiser ir à Bahia é bom ler o Dicionário de Baianês"

Mário Souto Maior

"Uma brincadeira bem-humorada, que traz palavras e expressões usadas no dia-a-dia dos baianos"

Ângela Barreto - A Tarde

"A Bahia na ponta da língua"

Márcia Gomes - Jornal do Brasil

"A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

vinha da boca do povo na língua errada do povo

língua certa do povo

porque ele é que fala gostoso o português do Brasil"

Manuel Bandeira

Siga www.onordeste.com pelo Twitter - O melhor conteúdo sobre a região Nordeste do Brasil

Palavras-chave: