O NORDESTE / Enciclopédia Nordeste / Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios

Pesquisar em ordem alfabética

A B CD E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W Y X Z
  • C

Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios

  • Tamanho da letra

    Diminuir o tamanho da letraAumentar o tamanho da letra
  • Imprimir

    Imprimir
  • Enviar por e-mail

    Enviar por e-mail
Voltar
Cangaceiros
Lampião, o Rei do Cangaço

Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios

Lúcia Gaspar - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco - pesquisaescolar@fundaj.gov.br



[...] Quando se fala em cangaço

Lembra logo Lampião

Como falar em forró

Lembra logo Gonzagão

Foi Cabeleira o primeiro

Chamado de cangaceiro

Nas paragens do Sertão

Seu nome era José Gomes [...]

(Trecho do cordel O bandido Cabeleira e o amor de Luisinha, Zé Antonio, 2006).



Na sua maioria os cangaceiros recebiam ou adotavam alcunhas ou apelidos, os chamados "nomes de guerra" que, de uma maneira geral, eram relacionados às suas características pessoais, habilidades ou fatos biográficos. 

Existiam os que lembravam a vida de aventuras, marcas de crueldade, coragem, vingança (Jararaca, Besta Fera, Diabo Louro, Lasca Bomba, Pinga-Fogo), assim como os mais telúricos que lembravam elementos da natureza: Beija-Flor, Serra do Mar, Azulão, Asa Branca, Rouxinol, Lua Branca.

As alcunhas serviam para despistar e confundir inimigos e perseguidores. Alguns chefes de bandos do cangaço chegavam até a colocar nos novos companheiros apelidos de cangaceiros mortos em combate. Dessa forma, há muitos cangaceiros que receberam o mesmo nome duas, três e até quatro vezes, como é o caso de Azulão. O primeiro Azulão era integrante do bando de Antônio Silvino, o segundo do bando de Sinhô Pereira, o terceiro e o quarto pertenceram ao bando de Lampião.

Havia também os que não adotavam esse subterfúgio, desafiando o mundo. Bradavam os seus nomes verdadeiros para mostrar valentia.

Segundo consta, o apelido de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião era por causa da rapidez com que ele atirava, dando a impressão de um lampião que se acendia.

Relação, em ordem alfabética, de nomes próprios e "nomes de guerra" de diversos cangaceiros, com base nas obras consultadas, citadas no final do texto:



Açucena (Laurindo Batista Gaia)



Alexandre Mourão



Ameaço



André Marinheiro (André Lopes de Sá - também assinava André Gomes de Sá)



Ângelo Umbuzeiro



Anjo Novo (Ângelo Carquejo)



Antão Godê (Antão Clemente Gadelha)



Antônio Batista Sobrinho



Antônio Bernardo



Antônio de Engracia



Antônio de Ó



Antônio de Sinhô Naro



Antônio do Gelo (Antônio Rosa Ventura)



Antônio Francisco da Silva



Antônio Mariano



Antônio Marinheiro (Antônio André de Sá)



Antônio Matilde (Antônio José Ferreira)



Antônio Peixe (João Rodrigues de Lima)



Antônio Pereira dos Santos



Antônio Porcino



Antônio Silvino (Manuel Batista de Morais)



Antônio Thomaz



Antônio Valério



Arvoredo (Hortêncio)



Asa Branca ou Ciço Costa (Cícero Costa Lacerda)



Atividade



Bagaço e posteriormente Meia Noite (Antônio Augusto Correia)



Balão (Guilherme Alves)



Baliza (cabra de Lampião)



Baliza (José Dedé, cabra de Sinhô Pereira)



Baliza (Manuel Batista Elifas, cabra de Antônio Silvino)



Bananeira



Barbosa



Barra Nova



Beija- Flor ou Biu (Artur José Gomes da Silva)



Bem-Te-Vi (Laurindo)



Benevides (Massilon Leite)



Benício (cabra de Lucas da Feira)



Bicheiro (cabra de Antônio Silvino)



Bimbão



Boa Vista



Boca Negra (Custódio, cabra de José do Telhado)



Bom Deveras (Manuel Marcolino)



Borboleta (cabra de Antônio Silvino)



Bronzeado (Manuel Ferreira)



Cabeleira (José Gomes)



Cabo Preto



Cacheado (Deodato, cabra de Sinhô Pereira)



Cachimbo (Manuel de Tal, cabra de Jesuíno Brilhante)



Café Chique (José Necão)



Caixa de Fósforo



Cajazeiras (cabra de Benevides)



Cajueiro (José Terto)



Canabrava (Antônio Felix)



Cansanção



Cariri (Joaquim, cabra de Cassimiro Honório)



Carrasco



Carta Branca ou Pedro Quelé (Pedro José Furtado)



Casa Velha ou Zé Piutá (José Bernardo)



Casca Grossa (Miguel Inácio dos Santos)



Cassimiro Honório



Chá Preto (Damásio José da Cruz)



Chico Caixão (Cornélio, cabra de Sinhô Pereira)



Chico Pereira (Francisco Pereira Dantas)



Chiquito (cabra de Luís do Triângulo)



Chocho (cabra de Luís do Triângulo)



Cindário (Jacinto Alves de Carvalho)



Cirilo Antão



Cirilo de Engrácia



Cirilo do Lagamar



Clementino Cordeiro de Morais



Clementino José Furtado Quelé



Cobra Preta



Cocada (Manuel Marinho)



Coco Verde (cabra de Antônio Silvino)



Coqueiro (João Cesário)



Coqueiro (Joaquim de Tal)



Corisco (Critino Gomes da Silva Cleto)



Cravo Roxo



Criança (cabra de Corisco)



Criança (cabra de Tibúrcio Santos)



Criança (José Francisco da Silva)



Dadá (Sérgia Ribeiro da Silva, mulher de Corisco)



Damião (cabra de Tibúrcio Santos)



Delegado (João Severiano, cabra de Jesuíno Brilhante)



Deus-te-guie



Devoção



Dô da Lagoa do Mato ou Seu Dô (Dativo Correia Cavalcanti)



Duque ou Duquinha (cabra de Antônio Silvino)



Elpídio Freire



Esperança (Antônio Ferreira da Silva,  irmão de Lampião)



Faísca (cabra de Floro Gomes)



Ferrugem (Deco Batista)



Fiapo (Andrelino, cabra de Sinhô Pereira)



Firmino Miranda



Flaviano (cabra de Lucas da Feira)



Floro Gomes



Francisco Barbosa



Fura Moita (Firmino Paulino)



Gato (Amâncio Guedes de Farias, cabra de Antônio Silvino)



Gato (cabra de Sinhô Pereira)



Gato (José Pereira, cabra de Jesuíno Brilhante)



Gato (Sátiro de Tal, cabra de Lampião)



Gavião



Gitirana



Guerreiro (cabra de Corisco)



Inácio Nóbrega de Medeiros



Ioiô (Antônio Quelé, irmão de José Furtado Clementino Quelé, de Quintino Quelé e de  Pedro Quelé - Carta Branca)



Jaçanã



Jacaré



Jandaia



Januário (cabra de Lucas da Feira)



Jararaca (José Leite de Santana)



Jesuíno Brilhante (Jesuíno Alves de Melo Calado)



Jiboião (Francisco, cabra de Sinhô Pereira)



Jitirana



João Branco (cabra de Cassimiro Honório)



João Brito (cabra de André Marinheiro)



João Cirino



João da Banda (João de Arruda Cordeiro)



João Dedé



João Mariano



João Nogueira Donato



João Vaqueiro (cabra de Tibúrcio Santos)



Joaquim (cabra de Lucas da Feira)



Joaquim Cariri



Joaquim Coqueiro



Joaquim Gomes (cabra de Vinte Dois)



Joaquim Mariano



Joaquim Marques



Joaquim Monteiro



José (cabra de Lucas da Feira)



José Bacalhau



José Baiano



José Baliza



José Barbosa



José Barbosa



José Bizarria (cabra de Luís do Triângulo)



José Côco (cabra de Benevides)



José da Umburana (José Alves de Carvalho)



José de Genoveva



José de Guida (José Alves de Lima)



José Dedé



José Marinheiro (José André de Sá)



José Melão



José Pedro



José Pequeno (cabra de André Marinheiro)



José Pequeno (cabra de Benevides)



José Pinheiro



José Prata



José Roque (cabra de Benevides)



José Sereno (Antônio Ribeiro)



José Valério (cabra de Tibúrcio Santos)



Jovino Cirino



Júlio Porto (cabra de Benevides)



Jurema (Inácio Nobre de Medeiros)



Jurema (Inácio Nóbrega de Medeiros)



Juriti (João Soares)



Labareda (Ângelo Roque da Silva)



Labareda (Pedro Francisco da Luz, cabra de Antônio Silvino)



Lampião (Virgulino Ferreira da Silva)



Latada (Raimundo Ângelo)



Lavandeira



Limoeiro



Lua Branca



Lucas da feira



Lucas das Piranhas



Luís Brilhante (cabra de Benevides)



Luís do Triângulo ou Luís da Cacimba Nova (Luís Pereira de Souza ou Luís Nunes de Souza) 



Luís Padre (Luís Pereira da Silva Jacobina)



Luís Pedro (Luís Pedro Cordeiro)



Luís Sabino



Maçarico (Luís Macário)



Malícia (Luís Macário)



Mane Chiquim



Mansidão (Luís Mansidão)



Manuel Ângelo



Manuel Barbosa



Manuel Benedito



Manuel de Emília



Manuel de Nara (cabra de Antônio Silvino)



Manuel Isidoro da Cunha



Manuel Pajeú



Manuel Porcino



Manuel Prata



Manuel Santana



Manuel Toalha



Manuel Vaqueiro



Manuel Vítor da Silva ou Manuel Vítor Martins



Mão Foveira ou Serra d´Umã (Domingos de Souza)



Mão-de-Grelha (Marculino, cabra de Sinhô Pereira)



Marcula (Marculino do Juá)



Maria Bonita (Maria Déa de Oliveira)



Mariano (Mariano Laurindo Granja)



Marinheiros (irmãos André, Antônio e José)



Marreca (Marculino Pereira)



Mateus



Meia Noite (Antônio Augusto Correia)



Meia Noite (Vicente Feliciano de Lima)



Mel-com-terra (Benedito Valério)



Mergulhão (Constantino, cabra de Sinhô Pereira)



Mergulhão I (cabra de Lampião)



Mergulhão II ou Marguião (cabra de Lampião)



Meu Primo (Sátiro)



Miguel Feitosa



Miguel Praça



Mocinho Godê



Moderno (Virgínio)



Moeda



Moita Braba



Moitinha (Joaquim Brás)



Mormaço



Mourão (Pedro, cabra de Sinhô Pereira)



Navieiro (Deodato, cabra de Sinhô Pereira)



Neco Barbosa



Negro Tibúrcio (Tibúrcio Santos)



Nicolau (cabra de Lucas da Feira)



Padre (José Antônio)



Pancada (José Lino de Souza)



Passarinho



Pedro Fernandes



Pedro Miranda



Pedro Paulo



Pedro Porcino



Pedro Rocha



Pilão Deityado (Antonio Dino)



Pinga Fogo (cabra de Benvides)



Pintadinho (Manuel Lucas de Melo)



Pitombeira (Manuel Vitória)



Plínio (cabra de Sinhô Pereira)



Pontaria (Ricardo Neném)



Ponto Fino (Ezequel Ferreira da Silva ou Ezequiel Profeta dos Santos, irmão mais novo de Lampião)



Português (Francelino José Nunes)



Quinta-Feira



Quintino Quelé



Raimundo Agostinho



Raimundo Constantino



Raimundo Patrício



Raimundo Tabaqueiro



Rajado (João Davi)



Rajado (José Davi)



Reboliço



Relâmpago (cabra de Corisco)



Relâmpago (cabra de Lampião)



Relâmpago (José Felipe Carmo dos Santos)



Rio Branco (cabra de Corisco)



Rio Preto (Firmo José de Lima)



Rouxinol (José Nogueira Deodato)



Sabiá



Sabino (Sabino Gomes de Góis, também conhecido por Gomes de Melo e Barbosa de Melo e ainda Gore ou Goa)



Sabonete



Saracura



Sereno



Serra Branca (Joaquim José de Moura ou Joaquim de Moura Barbosa)



Sila (Ilda Ribeiro de Souza, mulher de José Sereno)



Sinhô Pereira ou Seu Rodrigues (Sebastião Pereira e Silva)



Suspeita (Orestes, cabra de Sinhô Pereira)



Tempestade (Antônio Felix)



Tempo Duro



Teotônio da Siliveira (sic) (cabra de Luís do Triângulo)



Terto Barbosa



Tiburtino



Toinho da Cachoeira (cabra de Luís do Triângulo)



Torquato (cabra de Luís do Triângulo)



Trovão



Ulisses Liberato de Alencar



Urso (Ursulino dos Santos)



Valderedo Ferreira



Vassoura (Livino Ferreira da Silva ou Livino Ferreira dos Santos ou Livino Ferreira de Souza, irmão de Lampião).



Velocidade (Pedro Pauferro da Silva)



Venâncio



Ventania (cabra de Antônio Silvino)



Vereda (cabra de Corisco)



Vicente de Marina



Vicente Moreira



Vinte Cinco (José Alves de Matos)



Vinte Dois (João Marculino)



Volta Seca (Antônio dos Santos)



Zé Baiano



Zé Sereno







Recife, 19 de julho de 2010.



FONTES CONSULTADAS:



CANGAÇO. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/cangaco/cangaco-5.php>.



MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: o banditismo no Nordeste do Brasil. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1985.

MULHERES no cangaço. Disponível em: <http://www.tudonahora.com.br/noticia/artigos/2009/03/08/47667/mulheres-no-cangaco>. Acesso em: 6 jul. 2010.

NICÉAS, Alcides. Foram 4 os Azulão do cangaço. Recife, 1983. Mimeografado.



Fonte: GASPAR, Lúcia. Cangaceiros: alcunhas e nomes próprios. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.



Cangaceiros

Palavras-chave: