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Caicó, Rio Grande do Norte

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Bandeira de Caicó, Rio Grande do Norte

Caicó é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte. Principal cidade da região do Seridó, região centro-sul do estado distante 256 km da capital estadual, Natal.2 Seu território ocupa uma área de 1.228,574 km², o equivalente a 2,33% da superfície estadual, posicionando-o como o quinto município com maior extensão do Rio Grande do Norte.

Localizada na confluência dos rios Seridó e Barra Nova, na microrregião do Seridó Ocidental, exibe uma altitude média de 151 metros. Sua população em 2013 era de 66 246 habitantes, o que a coloca como a sétima cidade mais populosa do estado, sendo a segunda mais populosa do interior do Rio Grande do Norte, com uma densidade populacional de 51,04 habitantes por km².

Sua atração mais famosa é a Festa de Sant’Ana, realizada no mês de julho, que em 2010 foi tombada como patrimônio imaterial do Brasil. Caicó também é lembrada por seus bordados típicos, sua rica culinária típica, além de seu singular carnaval.

Conhecido centro pecuarista e algodoeiro, Caicó apresenta o quinto maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do interior e semi-árido nordestino. Alcançando o maior índice de longevidade do Rio Grande do Norte. O município ainda se destaca por possuir o menor índice de exclusão social do estado.

História

Pré-história

Entre o fim do Pleistoceno e início do Holoceno, começaram a ser ocupadas áreas por grupos de caçadores que se estabeleceram próximo aos rios e fontes d"água, adaptando-se, assim, às árduas condições dos sertões. As mais antigas datações radiocarbônicas de enterramentos humanos da região do Seridó são de aproximadamente 10 mil anos atrás, encontrada no município de Parelhas. Nessa época, os grupos humanos coabitavam com espécimes hoje extintas de megafauna, como tigres dentes-de-sabre, mastodontes, paleolamas, preguiças gigantes e tatus gigantes. As pinturas rupestres encontradas na região são agrupadas em uma subtradição, que é a representação visual de um universo simbólico primitivo, não necessariamente pertençam aos mesmos grupos étnicos podendo estar separados por cronologias distantes; sendo chamada de subtradição Seridó, caracterizada por figuras de pirogas (embarcações rudimentares), objetos e ornamentos corporais e representação de plantas, dando ideia de paisagem. São constantes ainda temas como a caça, envolvendo animais como veados, emas, tucanos, onças, araras e capivaras; dança ritual em torno de árvore e o lúdico, na forma de "jogos". A sociedade da Subtradição Seridó era estritamente hierárquica, caracterizada pelas representações de antropomorfos com cocares sobre a cabeça, identificadores de sua alta posição social. Ainda são encontradas na região figuras da Tradição Itaquatiara ou Itaquatiaras, aparecendo em blocos ou rochas ao lado dos cursos d"água, nelas aparecem, comumente, grafismos puros e sinais como tridígitos, círculos, linhas e quadrados, como os encontrados no sítio arqueológico da Gruta da Caridade. Tais registros reforça a hipótese de que o seu território foi povoado por diversas levas de povos pré-históricos, em diferentes épocas. Esse povoamento, feito através de diferentes grupos humanos, deu origem às tribos indígenas.

Colonização e Povoamento

A região da Ribeira do Seridó era habitada pelos índios Tarairiús e Cariris, divididos em 5 grandes grupos: Canindés, Jenipapos, Sucurus, Cariris e Pegas. O primeiro contato e tentativa de colonização se deu pelos flamengos, no entanto não obteve sucesso devido a Guerra dos Bárbaros ou Confederação Cariri.

Em 1687, chega às terras o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, para combater os gentios, usando a Casa Forte do Cuó como base militar. No entanto o ambiente continuava tenso, a ponto do então Governador Geral do Brasil, Matias da Cunha em 1688, convocar os serviços do bandeirante Domingos Jorge Velho, que combateu vindo a prender o cacique Canindé que em 1692 firmou um acordo de paz com os portugueses.

O povoamento se deu inicialmente por paraibanos e pernambucanos à procura de terras para criação de gado, uma vez que a Carta Régia de 1701 proibia o criatório de gado a menos de 10 léguas do litoral para não interferir na produção de cana-de-açúcar. Foram concedidas sesmarias como recompensa por feitios militares, como a expulsão dos holandeses e para padres, com a construção da capela em honra a Sant’Ana em 1695. Já em 1700 se deu a fundação do Arraial de Queiquó, por Manuel de Souza Forte. No entanto as primeiras famílias a se instalarem plenamente se deu a partir de 1720, por portugueses vindos principalmente do norte de Portugal e Açores.

Em 7 de julho de 1735, o arraial foi elevado a condição de "Povoado de Caicó". No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o Marquês de Pombal eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então príncipe e futuro rei Dom João VI. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant’Ana do Seridó, desmembrada em 1748 da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de Pombal, no estado da Paraíba. E aos 15 de dezembro de 1868 o governador da Província, Manuel José Marinho, assinou a Lei Provincial n.o 612, elevando a mesma à categoria de cidade com o nome de "Cidade do Príncipe". Até que em 1890, quando o Governo Provisório alterou o nome para "Cidade do Seridó". Tal decreto revogado em 7 de julho do mesmo ano alteraria o nome da cidade para Caicó, nome indígena pelo qual era conhecida desde a fundação. A adoção do nome Caicó se deu com objetivo de expurgar as marcas do Império presentes na terminologia "Cidade do Príncipe", estando inserida no contexto da nova política nacional republicana.

Versão Lendária

Quando o sertão era virgem, a tribo dos "Caicós", célebre por sua ferocidade e que se julgava invencível porque Tupã vivia ali, encarnado num touro bravio que habitava um intrincado mofumbal, existente no local onde hoje está situada a cidade. A tribo foi destroçada, mas o misterioso mofumbal, morada de um deus selvagem, permaneceu intacto.

Certo dia, um vaqueiro inexperiente penetrou no mofumbal, vendo-se, de repente, atacado pelo touro sagrado. O vaqueiro, no entanto, lembrou-se de fazer voto a Senhora Sant"Ana de construir uma Capela ali, se a Santa o livrasse a tempo do perigo. Milagrosamente o touro desapareceu e o vaqueiro, tão logo possível, desmatou a área e iniciou a construção da capela.

Etimologia

Existem várias versões sobre a origem do nome do município de Caicó. No dicionário da língua tupi-guarani, Lemos Barbosa diz que a palavra Caicó deriva da língua cariri e que significa "mato ralo". Acredita-se que a região fosse habitada pelos índios caiacós, da família dos cariris e que os mesmos denominaram a região de Cai-icó, que significaria "macaco esfolado" por causa dos serrotes pelos quais a vegetação era desmatada.

Segundo o pesquisador Olavo de Medeiros Filho, o topônimo vinha de uma ave agourenta, comedora de cobras e que havia em abundância no curso d’água que passava próximo a casa-forte do cuó, chamado rio Acauã. Os topônimos "acauã" e "cuó" seriam sinônimos, sendo a primeira forma em tupi e a segunda em tarairiu e ambas as formas designavam o pássaro que dava nome ao rio e à região. Considerando a partícula "quei" como sendo "rio", rio Acauã seria o mesmo que "Queicuó", posteriormente Caicó.

Outra versão é defendida por Câmara Cascudo, que refere sua gênese a partir dos termos "Acauã" e "Cuó", que servem à designação de acidentes geográficos (rio e serra, respectivamente). "Acauã" pertence à língua Tupi e "Cuó", ao dialeto dos tapuias e tarairius. Tais tribos ainda identificavam o rio pelo termo "quei", o que sugere que Caicó seja uma corruptela de "Queicuó", o mesmo que rio do Cuó. Tal teoria desmistifica a lenda que relata a existência de uma tribo chamada caiacós (citada anteriormente), pois não há registro histórico que comprove a existência dessa tribo na região.

Em 1735, a elevação do arraial do Queiquó a povoação e, posteriormente, a sede de freguesia, provocariam uma crise com a província da Paraíba, devido aos limites do território seridoense reivindicado por ambas as províncias. Caicó, judicial e religiosamente, pertencia à comarca e à freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Piancó, atualmente cidade de Pombal, no sertão da Paraíba. A disputa pelos limites administrativos entre as duas províncias decorria, em parte, pela ausência de autonomia do Rio Grande. A capitania esteve subordinada juridicamente à Paraíba até 1818, quando foi criada a Comarca de Natal.

A interação do sertão com a sede política da Capitania e da Província do Rio Grande foi escassa na Colônia e no Império, no entanto, em 1812, com a formação das Juntas Constitucionais das capitanias por ordem das Cortes de Lisboa, ocorreu a nomeação de dois seriodenses para a Junta Constitucional Provisória da capitania do Rio Grande: o acariense Capitão-Mor Manuel de Medeiros Rocha, sendo sucedido pelo Padre Francisco de Brito Guerra, vigário do Príncipe (Caicó), que assumiu sua primeira legislatura, como deputado geral, entre os anos de 1831 e 1833 e foi senador vitalício do Império em 1837.

O Padre Brito Guerra procurando objetivar os limites da Vila Nova do Príncipe propôs ao Senado a demarcação do território da vila, representando o interesse potiguar. Seu projeto foi ratificado pelo Decreto de 25 de outubro de 1831. Três anos após o decreto publicado, a insatisfação paraibana permanecia. Em 1834, a Assembleia Provincial paraibana, em conjunto com a Câmara da Vila de Patos, representavam à Câmara Nacional, solicitando a revogação do decreto de 1831. No mesmo ano em que a Paraíba formalizou seu protesto, a Assembleia do Rio Grande do Norte enviou sua representação "contra as pretensões da Província da Paraíba, que trabalha por destruir a lei de 25 de outubro de 1831.

Ocorreram abaixo-assinados remetidos pelos "juízes de paz, inspetores, guardas nacionais e proprietários", enviados pelas câmaras das Vilas de Acari e Príncipe - onde se mostravam "contentes em pertencer à Província do Rio Grande do Norte"-, percebemos que os móveis do descontentamento respondiam pela Freguesia de Patos e pelas pretensões da Vila de Pombal. Os limites de Caicó estavam estabelecidos, então delimitou-se a enquadrar-se seu espaço no território do Rio Grande do Norte.

Municípios desmembrados de Caicó

    Acari - 11 de abril de 1835

    Serra Negra do Norte - 3 de agosto de 1874

    Timbaúba dos Batistas - 10 de maio de 1948

    Jardim de Piranhas - 23 de dezembro de 1948

    São Fernando - 31 de dezembro de 1958.17

Ciclo do algodão

No final do século XIX, popularizou-se o plantio de algodão nas terras do Seridó, que até então era dominado pela pecuária. Caicó, assim como toda a região do Seridó, se orgulhava em produzir uma das melhores variedades de algodão do mundo, o algodão Mocó ou algodão Seridó, variedade que resistia às secas e fornecia capuchos de fibras longas, resistentes, de brancura única e poucas sementes.

O algodão seridoense abastecia inicialmente as indústrias têxteis da Inglaterra, que, até esse momento, se abastecia do algodão estadunidense, mas que, por motivo da independência estadunidense, teve seu fornecimento bloqueado. Foi, então, preciso buscar matéria-prima em outros locais. Quando a Inglaterra retomou o comércio com os Estados Unidos, o algodão seridoense ficou em segundo plano, mas a produção já tinha destino substitutivo: as indústrias paulistas que começavam a surgir.

Em 1905, o algodão superou o status do açúcar no estado, que, com o crescimento econômico, fez surgir políticos seridoenses, assim como uma elite agrária local. Ao assegurarem o controle político do estado, buscou-se realizar as melhorias adequadas para o cultivo e escoamento do algodão. Em 1924, foi criado o departamento de Agricultura, posteriormente o Serviço Estadual do Algodão (1924) e o Serviço de Classificação do Algodão (1927), além de outras melhorias como a construção de rodovias ligando o Seridó à capital.

Mas em meados de 1918, os paulistas começam a investir em sua produção própria, após uma geada que destruiu as plantações de café e gradativamente deixaram de comprar o algodão seridoense; aliados a falta de investimentos em tecnologia, secas prolongadas e a inserção de pragas, como o bicudo que dizimou vastos algodoais, iniciou-se então a decadência do ciclo algodoeiro. Mesmo com essa situação, foi em Caicó no ano de 1984, que se deu o primeiro registro da colheita de algodão de fibra colorida, dando a partir daí todo o processo de melhoramento genético dessa linhagem.

Período Republicano

Caicó foi uma das cidades pioneiras a lutar pela instalação da república, sendo a primeira do Rio Grande do Norte a possuir um núcleo republicano organizado chamado "Centro Republicano Seridoense", fundado em 1886 por Janúncio da Nóbrega. Com o período republicano e a cotonicultura, a cidade viveu um momento de rápido desenvolvimento com o deslocamento do centro político e econômico do estado da região litorânea (açúcar-têxtil) para o Seridó (algodão-pecuária), e com isso derrubar a Oligarquia Maranhão, que dominava o estado desde 1892. Quando em 1923, o então presidente Artur Bernardes conduziu o caicoense José Augusto para o governo do estado, abrindo caminho para outros seridoenses, como Juvenal Lamartine e Dinarte Mariz19 . Nessa época, Caicó viveu uma fase de intenso desenvolvimento e modernização, com a melhoria de sua infraestrutura, através da construção da ponte sobre o rio Seridó, instalação de telégrafo e rede telefônica, asfaltamento de rodovias, construção de aeródromo, "Grande Hotel", cinemas, hospital e colégios. Através de políticas higienistas sanitárias, se deu a ampliação da rede de abastecimento e saneamento, além da criação de um código de uso e ocupação do solo urbano.

Geografia

Principais distâncias

Distâncias entre Caicó e algumas das principais cidades do nordeste brasileiro e Brasil:

    402 km - Recife

    362 km - Caruaru

    995 km - Salvador

    878 km - Feira de Santana

    428 km - Fortaleza

    329 km - Juazeiro do Norte

    346 km - João Pessoa

    221 km - Campina Grande

    256 km - Natal

    180 km - Mossoró

    554 km - Maceió

    593 km - Arapiraca

    762 km - Aracaju

    1.303 km - São Luís

    872 km - Teresina

    98 km - Patos

    617 km - Petrolina

    459 km - Garanhuns

    566 km - Picos

    99 km - Currais Novos

    1.511 km - Porto Seguro

    1.275 km - Vitória da Conquista

    920 km - Parnaíba

    397 km - Olinda

    647 km - Sobral

    2.133 km - Brasília

    2.381 km - Rio de Janeiro

    2.729 km - São Paulo

    4.259 km - Manaus

    3.879 km - Porto Alegre

Clima

O clima de Caicó é caracterizado Tropical com estação seca, tipo Aw segundo a Classificação mundial de Köppen-Geiger (leva-se em conta a precipitação e temperatura) e Tropical Semiárido de acordo com a classificação brasileira de Thornthwaite (leva-se em conta, principalmente, a evapotranspiração e vegetação) com sua estação chuvosa sujeita a atrasar-se para o outono, com regime irregular de chuvas, o que acontece entre os meses de janeiro a junho, com média de precipitação pluviométrica anual de 823,7 mm. O município apresenta grande amplitude térmica, com média de 26,6°C, mínima de 18,8°C e máxima de 34,1°C. Em um ano a cidade apresenta 2700 horas de insolação, com umidade média anual de 59%. A incidência de descargas elétricas é de 4.04 raios por km², uma das maiores do setor norte da região nordeste.

O município está inserido na área homogênea AH 3 do Seridó em relação à similaridade das chuvas. A área é composta por sete estações meteorológicas, estando localizada mais a oeste na topografia mais baixa da Microrregião Geográfica do Seridó e contempla parte do Seridó Ocidental. A precipitação pluviométrica média é de 2,3 mm/dia. O ano com menor média de chuvas foi 1938 com 0,06 mm/dia e o ano em que a média foi maior foi 1977 com 7,44 mm/dia. As mudanças climáticas têm se apresentado favoráveis ao aumento da pluviosidade e da temperatura na região, havendo acréscimo de 23% na precipitação média, assim como em todo Rio Grande do Norte e Paraíba.24 Segundo dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a média de anos com precipitação inferior a 500 mm era de 4 a cada 10 na década de 1930, número reduzido a 1 em 10 a partir da década de 1960. Estudos também sugerem um aumento na ocorrência de eventos de chuva forte nos meses da pré e pós-estação chuvosa: novembro e dezembro; junho e julho, antes classificados como muito secos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Caicó foi de 12,2°C, ocorrida no dia 20 de junho de 1975. Já a máxima foi de 39,8°C, observada no dia 13 de dezembro de 2006. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 171,2 mm, em 22 de janeiro de 1996.

Formação Vegetal

A vegetação do município é variada e influenciada por fatores de relevo, pluviosidade e hidrografia. Presente no setor leste do município, a Caatinga Hiperxerófila do Seridó é caracterizada como uma variável da Caatinga adaptada aos solos mais pedregosos do Seridó Oriental, sofrendo influência do clima Semiárido Mediano e do Núcleo de Desertificação do Seridó, apresentando biodiversidade reduzida e espécies xerófilas de até 5 metros de altura, com abundância de cactos e manchas desnudas. No oeste do município há a presença de Caatinga Hipoxerófila, caracterizada por uma maior biodiversidade, densidade e altura das espécies, influenciada pelo clima Semiárido Brando e Subúmido Seco, mantém-se verde por um maior período ano. Além de variáveis exclusivas da Caatinga, há a ocorrência de Floresta Subcaducifólia nas serras do município, é uma vegetação de transição entre a zona úmida e o sertão, e ocorre também nas demais serras do interior do Rio Grande do Norte. Apresenta espécies da Mata Atlântica e da Caatinga, favorecendo sua posição fitogeográfica intermediária.

Solo

O solo predominante é o bruno não cálcico vértico, de fertilidade natural alta, textura arenosa/argilosa e média/argilosa, moderadamente drenado com relevo suave e ondulado. Como ocorrências minerais, encontram-se: barita, calcário, talco, ouro e tungstênio; também há existência de recursos minerais associados como rochas ornamentais,especialmente: migmatitos, brita, rocha dimensionada, mármore e gnaisse.

Relevo







Sua altitude varia de cem a duzentos metros. A sede do município se localiza na depressão Sertaneja, terrenos baixos situados entre as partes altas do planalto da Borborema e da chapada do Apodi. As serras e picos mais altos do município pertencem ao planalto da Borborema. Tais picos são conhecidos por campos de inselbergs, originários de processos tectônicos remotos e pela erosão diferencial em função das propriedades das rochas que a compõe. O ponto mais elevado do município é um inselberg conhecido como Serra de São Bernardo, exibindo 638 metros de altitude.29 Segundo o conceituado geógrafo Aziz Ab’Saber, tais formações formam a área que apresenta as mais bizarras e rústicas paisagens morfológicas e fitogeográficas do Brasil.

Hidrografia

O município encontra-se totalmente inserido nos domínios da bacia hidrográfica Piranhas-Açu, sendo banhado pelos rios Seridó, que nasce na Serra dos Cariris, na Paraíba, Rio Sabugi, que nasce na Serra dos Teixeiras, na Paraíba; e pelo Rio Barra Nova, que nasce na Serra do Equador, em Parelhas, no RN.

Ainda podemos encontrar uma concentração de pequenas lagoas e açudes de pequeno e grande porte, sendo os mais importantes o Açude Itans com capacidade para 81.750.000 m³ de água, a Barragem Passagem das Traíras com capacidade para 49.702.393,65 m³, Açude Mundo Novo da Emparn, com capacidade para 3.000.000m³. Ainda está em fase de construção da Barragem de Oiticica, no leito do rio Piranhas, onde suas águas cobrirá a parte da zona rural do setor noroeste de Caicó, pronta essa barragem terá capacidade de 560.000.000,00 m³ de água. Todos os cursos d’água encontrados no município são de natureza intermitente.

Demografia

A população do município, de acordo com o Censo de 2013 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 66 446 habitantes, sendo o sétimo mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 53,9 habitantes por km². Segundo o censo de 2010, 51,6% da população eram mulheres (32 336 habitantes), 48,4% (30 373 habitantes) homens. Sendo que 91,6% (57 461 habitantes) vivia na zona urbana e 8,4% (5 248 habitantes) na zona rural.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Caicó é considerado "alto" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,710, sendo o quarto maior do estado do Rio Grande do Norte. Considerando o índice educação (IDHM-E) o valor é de 0,619 (médio). O índice da longevidade (IDHM-L) é de 0,824 (muito alto) e o de renda (IDHM-R) é de 0,703 (alto). O município apresenta a maior expectativa de vida ao nascer do estado, com média de 74,1 anos.32 No período de 2003 a 2008, a região de Caicó cresceu apenas 3,77% devido a sua baixa taxa de fecundidade geral, fazendo com que a região tivesse a menor taxa de crescimento natural da população do estado do Rio Grande do Norte. No mesmo período a região de Caicó apresentou o maior índice de envelhecimento nos respectivos anos; desse modo, tem-se no ano de 2008, aproximadamente uma média de 35 pessoas acima de 65 anos para cada criança entre 0 e 14 anos.33 Entretanto, em 2013 a cidade voltou a registrar uma alta taxa de crescimento populacional com um acréscimo de 4,89%.

Os índices sociais de Caicó são considerados melhores em relação a outros municípios do Nordeste, devido a histórica liderança política determinante para a melhoria da infra-estrutura social.

Religião

A grande maioria da população se declara Católica Apostólica Romana, contabilizando 90,48% dos habitantes. 2,72% da população é evangélica de origem pentecostal, que seguem a Igreja Assembleia de Deus (1,44%), Igreja Universal do Reino de Deus (0,44%), Igreja Congregação Cristã do Brasil (0,37%), Igreja Deus é Amor (0,22%), entre outras. Seguida dos evangélicos de missão - 1,19%, que se dividem em Presbiterianos (0,59%), Batistas (0,56%) e Adventistas (0,04%). Entre as minorias temos a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,29%), Testemunhas de Jeová (0,27%), Igreja Messiânica Mundial (0,26%), Budismo (0,19%), Candomblé (0,02%) e Islamismo (0,02%). Ainda 3,96% dos caicoenses declaram não seguir nenhuma religião.

Os fortes traços de influência europeia da população caicoense fez com que os habitantes recebessem a alcunha de galegos, que era utilizado para designar as pessoas mais claras que vieram majoritariamente de norte de Portugal e da fronteira galega na Espanha, principalmente da região do vale do Minho, seguida das regiões de Açores, Estremadura, Douro e Trás-os-Montes, onde eram chamados de patrões-marinheiros, em referência a viagem marítima de Portugal ao Brasil; mas Caicó ainda foi povoada por migrantes de Pernambuco (Goiana e Igarassu) e Paraíba. No entanto acredita-se que parte da população branca tenha ascendência judia oriunda da Península Ibérica, chamados de Cristãos-Novos, pois foram forçados à converção ao catolicismo, sendo isso ainda motivo de estudos. A presença neerlandesa no município se limitou a expedições científicas em busca de minérios, onde não deixaram descendentes. A presença de negros africanos, apesar de limitada, é muito forte culturalmente na região, onde fundaram a Irmandade dos Negros do Rosário. Em Caicó, os escravos foram libertados antes mesmo da lei Áurea. Os indígenas nativos da região eram originários das famílias Tarairiú (Janduí) e Cariri, onde se dividiam em cinco grupos: Canindés, Jenipapos, Sucurus, Cariris e Pegas. Atualmente, não existem mais índios puros na região, pois foram exterminados durante a ocupação branca por guerras e doenças, restando apenas mestiços.

Distritos

Atualmente, o município de Caicó é dividido em três distritos (Laginhas, Palma e Perímetro Irrigado Itans-Sabugi), sendo que cada uma é administrada por um subprefeito, nomeado pelo prefeito municipal. Além dos distritos, o município também é formado por aproximadamente trinta bairros: Centro, Acampamento, Penedo, Nova Descoberta, Castelo Branco, Canuto e Filhos, Jardim Satélite - I.P.E., Vila Altiva, Bento XVI, Loteamento Graciosa, Maynard, Itans, Loteamento Santa Clara, Boa Passagem, Vila do Príncipe, Recreio, Darcy Fonseca, Alto da Boa Vista, Samanaú, Salviano Santos, Nova Caicó, Loteamento Serrote Branco, Barra Nova, Barra Nova II, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Walfredo Gurgel, Adjuto Dias, Frei Damião, Novo Horizonte e Soledade. localizados em cinco zonas distintas (central, norte, sul, leste e oeste).

Economia

Caicó apresenta uma economia diversificada com base principal na prestação de serviços e em rápido crescimento de cerca de 250% entre 2000 e 2010. A cidade hospeda 1.455 unidades empresariais, sendo um centro sub-regional de categoria A, a terceira mais elevada na hierarquia urbana do Brasil. Englobando cerca de 600 mil habitantes em sua área de influência, Caicó possui 63,2% da população na classe média, afrente de capitais como Teresina e São Luís, além de uma baixa taxa de pobreza extrema, contribuindo para um forte mercado consumidor. Conhecido centro pecuarista e algodoeiro, Caicó destaca-se no intenso crescimento da indústria têxtil, serviços educacionais e construção civil, caracterizando-se como a nova vocação da cidade. A renda anual média por família é de R$ 19.526,00.

Setor Primário

Caicó teve no setor primário a base de sua economia até o início dos anos 70. Atualmente, apenas 8,5% da população vive no meio rural. Em 2010 o setor da agropecuária movimentou cerca de R$ 26.7 milhões, correspondendo a 4,8% do PIB da cidade no período. O meio rural sobrevive da agricultura familiar e da produção de leite, carne-de-sol e do queijos de manteiga e de coalho. Caicó possui o maior rebanho de bovinos e a maior produção leiteira do Rio Grande do Norte, fornecendo matéria-prima para a produção mensal de mais de 72 toneladas de queijo de manteiga, 27 toneladas de queijo coalho e mais de 6 mil litros de manteiga-de-garrafa em suas 93 unidades fabris. Sua principal unidade produtora de leite pasteurizado fornece 265 mil litros por mês.

A produção de cachaças já se destaca a nível nacional, tendo sua qualidade atestada pela imprensa especializada. A cachaça Samanaú é exportada para mais de 40 países e a mais consumida em Portugal e França. No ano de 2000 o rebanho bovino da cidade era de 30508 cabeças, seguido pelo número de 36442 aves, 2094 caprinos e 11898 ovinos. A agricultura comercial destaca-se com o plantio de feijão, milho, girassol e arroz, mas não exercendo grande representatividade na economia municipal.

Setor Secundário

O setor industrial movimentou no ano de 2010 cerca de R$ 40.4 milhões, correspondendo a 7,4% do PIB da cidade. Em 1980, Caicó contava com 100 unidades industriais; em 1991, passou a contabilizar 141 estabelecimentos, o que representou um crescimento relativo de 41%, e, no ano de 2009 foram notificados 381 estabelecimentos, obtendo uma variação percentual no crescimento, entre 1991 e 2009, da ordem de 170%.56 A cidade destaca-se ainda por ser o maior polo de produção de bonés do Nordeste do Brasil. Tradicionalmente a cidade se destaca pela produção de bordados artesanais típicos que são valorizados no mercado interno e externo. A indústria têxtil vem se consolidando como a vocação da cidade e vem crescendo paulatinamente, principalmente o ramo de confecção de camisetas e underwear. Atualmente está em curso um programa do grupo Guararapes visando a abertura de 360 facções até 2017. Em 2013 foram iniciadas as articulações para a instalação do Distrito Industrial do Seridó, que ocupará uma área de 50 hectares e possibilitará a instalação de industrias de indústrias de diversos segmentos e a geração de milhares de empregos. A cidade ainda possui várias indústrias de beneficiamento de alimentos, como de laticínios (leite pasteurizado, queijos e iogurte); café, arroz e milho (torrefação, moagem e embalamento), sorvetes e panificação. No setor secundário ainda se destaca a produção de produtos à base de argila, como tijolos, lajotas e telhas, Caicó produz em média 1200 milheiros mensais. Quanto à produção de cal, a cidade fornece mais de 245 toneladas por mês. A principal matriz energética do município é o uso da lenha extraída de espécies da caatinga, isso se deve a inexistência de um gasoduto que reduzisse o impacto ambiental.

Setor Terciário

O setor de serviços movimentou em 2010 o equivalente a R$ 422.2 milhões, correspondendo a 87,8% de tudo o que é produzido no município. A cidade polariza os serviços da região do Seridó Potiguar e Paraibano, com serviços médicos, jurídicos, escolares e bancários; funcionalismo público; a presença das Forças Armadas - 1º Batalhão de Engenharia de Construção - Batalhão Seridó; além de seu intenso e diversificado comércio realizado com as cidades da região. Outro segmento que cresce no município é o turismo, onde observa-se a cada dia aumentar o número de restaurantes, pousadas, hotéis e a consequente especulação imobiliária.

Infraestrutura

A cidade apresenta uma infraestrutura urbana considerada boa, entretanto, com algumas deficiências. Especialmente no tocante a pavimentação que se faz presente em 73% das vias. A água encanada é disponibilizada para 93% da população, seu fornecimento é feito através da empresa Caern. A coleta de lixo está presente em 100% da cidade, ainda 99% dos moradores contam com energia elétrica, que tem seu fornecimento realizado pela empresa Cosern.

Educação

O Índice de Desenvolvimento Humano da Educação (IDH-E) de Caicó é de 0,619, considerado médio pela Organização das Nações Unidas e representa o pior resultado avaliado pelo IDH do município. Em 2010 a cidade contava com 13 777 matriculas, das quais 8842 frequentavam o ensino fundamental, 3301 faziam o ensino médio e 1634 estavam na pré-escola. A cidade ainda contava com 821 docentes no período.

Ensino Básico

Caicó conta com 105 unidades escolares, sendo que 27 pertencem à esfera estadual, 47 são de domínio municipal e 31 são particulares. Dessas, 68 se localizam na zona urbana e 37 na zona rural. Quanto ao tipo de ensino, 51 dispõem de ensino pré-escolar, 75 dispõem de ensino fundamental e na cidade existem 10 escolas com ensino médio.

As escolas que possuem Ensino Médio são o Centro Educacional José Augusto - CEJA (Ensino Público - Governo Estadual), Centro Educacional Integrado do Seridó - CEIS (Instituição Privada), Colégio Diocesano Seridoense (Ensino Privado - Diocese de Caicó), Colégio Universitário de Caicó - CUCA (Instituição Privada), Educandário Santa Teresinha (Ensino Privado - Congregação das Filhas do Amor Divino), Escola Estadual Antônio Aladim (Ensino Público - Governo Estadual), Escola Estadual Profª Calpúrnia Caldas de Amorim - EECCAM (Ensino Público - Governo Estadual), Colégio Santa Clara (Instituição Privada), Grupo Escolar Senador Guerra (Ensino Público Educação de Jovens e Adultos - Governo Estadual) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (Ensino Técnico Público - Governo Federal).

Ensino Superior

A cidade conta com 7 estabelecimentos de ensino superior presencial e várias de ensino à distância. Os principais centros de ensino superior presencial são a UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CERES-Centro Regional de Ensino Superior do Seridó) - dispõe dos cursos de Ciências Contabéis, Direito, Geografia, História, Matemática, Pedagogia, Sistemas de Informação e Medicina, a UERN- Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Campus do Seridó) - conta com os cursos de Enfermagem, Filosofia e Odontologia, o IFRN - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - oferece a graduação de licenciatura em Física, a Faculdade Católica Santa Teresinha - oferece os cursos de Administração, Ciências Contabéis, Serviço Social e Turismo, a Faculdade de Teologia Cardeal Eugênio Sales, Faculdade Comunitária Anhanguera Educacional - oferece cursos de Administração, Ciências Contábeis e Gestão de Recursos Humanos e a FVJ - Faculdade Vale do Jaguaribe - oferece cursos de Psicopedagogia, Gestão em Coordenação Escolar e Fundamentos da Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Ensino Profissionalizante

O município possui uma unidade do SENAC, SENAI, SENAR, Centro Tecnológico Têxtil em fase de implantação, IFRN; além de alguns cursos privados e franquias de ensino de idiomas. A cidade é o terceiro município do Rio Grande do Norte em oferta de cursos profissionalizantes, capacitando anualmente mais de dois mil alunos alunos.

Biblioteca Municipal

Caicó dispõe ainda da Biblioteca Municipal Olegário Vale sediada em um prédio histórico da cidade, que detem um acervo de aproximadamente 8 mil livros. A mesma teve sua estrutura renovada, com rampas de acessibilidade, laboratórios de informática, videoteca, salas de estudo e pesquisa, sala infanto-juvenil e hemeroteca.

Saúde

A cidade conta 208 leitos hospitalares, no Hospital do Seridó e Hospital Regional do Seridó. O município conta 136 estabelecimentos de saúde, sendo 13 unidades do Programa Saúde da Família, 8 unidades básicas, 4 postos de saúde na zona rural, centro clínico, Hospital de Oncologia do Seridó - Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, policlínica CRIS-Centro Regional Integrado de Saúde, CEREST-Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador, Centro de Reabilitação Infantil e Adulto, laboratório municipal e laboratório regional, Divisão de Vigilância Sanitária, Centro de Controle de Zoonoses, Centro de Apoio Psicossocial-CAPS III (Hospital Psiquiátrico Milton Marinho), Farmácia UNICAT, Hemocentro, Pronto socorro Unimed 24 horas, Projeto "Saúde na Praça"; além das várias clínicas, laboratórios e consultórios privados.

Transportes

Em seu transporte rodoviário, Caicó é cortada no sentido leste-oeste pela rodovia federal BR 427 ligando a cidade com os municípios de Jardim do Seridó e Serra Negra do Norte. A partir dela deriva conexões através de rodovias estaduais, que a interliga com outros municípios, como São Fernando através da RN 83; Timbaúba dos Batistas através da RN 84; A RN 288 interliga aos municípios de São José do Seridó, a oeste, e Jardim de Piranhas, à leste. Ainda possui a RN 118 que corta a cidade no sentido norte-sul interligando à São João do Sabugi e Jucurutu74 . Em 2011, iniciou-se a construção do contorno rodoviário de Caicó, onde irá conectar as rodovias estaduais RN 118 e RN 288 à BR 427 por fora do perímetro urbano do município, sendo batizada de "estrada do ferro"75 , devido a sua função de escoamento da produção de minério de ferro das minas de Jucurutu76 . O transporte rodoviário coletivo intermunicipal é realizado por várias empresas, onde possuem o Terminal Rodoviário Manoel de Neném como ponto de embarque e desembarque. Para transporte aeroviário, o município apresenta o Aeródromo Dr. Rui Mariz apenas para vôos fretados.

Comunicações

O município possui sete emissoras de rádio, sendo elas o principal meio de comunicação das notícias locais: Rural AM-830KHz, A voz do Seridó AM-1100KHz, Rádio Caicó AM-1290KHz, Rural FM-95,9 MHz e Solidariedade FM-106,3 MHz. A transmissão de televisão é feita por retransmissoras. Em sinal aberto as seguintes emissoras: TV União (Canal 7),TV Record (Canal 8) Rede Globo (Canal 10) SBT (Canal 12) Rede Vida (Canal 15) Rede TV! (Canal 17) eTV Assembleia RN (Canal 33). A cidade ainda possui jornais impressos de circulação semanal e quinzenal.

Segurança Pública

A cidade é guarnecida pelo 6º Batalhão de Polícia Militar, chamado Batalhão Dinarte Mariz, possui contingente de 554 policiais militares divididos em 3 companhias, abrangendo 15 municípios; nas modalidades de policiamento de guarda, policiamento a pé, policiamento motorizado, policiamento montado, policiamento especial - Grupo Tático de Combate e policiamento ambiental. A cidade ainda conta com Delegacia de Polícia Civil, Delegacia de Atendimento ao Menor e Delegacia de Atendimento a Mulher, além do Instituto Técnico-Científico da Polícia - ITEP.77 Para o cumprimento de mandados de reclusão existe a Casa de Albergue e a Penitenciária Estadual do Seridó. A cidade ainda é sede do 3º Subgrupamento de Bombeiros, contando com 57 militares, abrangendo 26 municípios.

Abastecimento

A cidade é abastecida por duas fontes independentes: o Açude Itans e a Barragem Passagem das Traíras. No entanto, devido ao clima adverso, baixo potencial dos aquíferos subterrâneos e topografia desfavorável, foi necessária a construção de uma garantia adicional, através do Sistema adutor Piranhas Caicó, que possui como fonte de água o rio Piranhas na cidade de Jardim de Piranhas. O tratamento e distribuição da água é realizada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN.

Cultura

Culinária         

A culinária caicoense trata-se da gastronomia tipicamente praticada na região do Seridó. Conhecida principalmente pelo consumo de derivados bovinos, como a carne-de-sol e os queijos típicos (manteiga e coalho), é grande parte baseada na culinária oriunda dos colonizadores portugueses, sofrendo influência dos costumes indígenas locais, judaicos e dos escravos africanos. Conhecida por chefs de cozinha por sua qualidade, exclusividade e valor nutritivo.

Arquitetura

O patrimônio arquitetônico de Caicó vai do colonial ao moderno. A arquitetura colonial presente no município foi construído após tal período, no entanto, houve preservação dessa linha, como pode ser vista na Casa de Pedra do português Gama, considerada primeira residência caicoense, e na antiga cadeia, atual Museu do Seridó. Com o enriquecimento da cidade, mediante a expansão da cotonicultura, Caicó investiu em sua urbanização inspirada nas cidades maiores de Pernambuco e Paraíba, de onde foram trazidos mestres para a elaboração de fachadas e beirais; Assim como sofreu inspiração europeia, trazida pelos arquitetos italianos "Irmãos Giffoni", que se estabeleceram na cidade durante a segunda metade do século XIX.81 Nessa época vigorou a arquitetura eclética, vista em residências espalhadas pelo centro da cidade e no Mercado Público Municipal. A partir da década de 40 do século XX, iniciou-se a transição do ecletismo para o proto-modernismo e modernismo, visto em algumas residências e no Centro Educacional José Augusto.82 O casario rural do município também merece destaque, como nas casas-sede das fazendas com sua arquitetura austera e simplificada, exibindo amplos alpendres e sotãos, assim como um dos elementos típicos da região, as cercas de pedra que delimitam as propriedades.83 Grande parte da arquitetura antiga do município vem sendo destruída ou alterada devido a inexistência de legislação municipal de proteção a esses bens.

Artesanato

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural caicoense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.85 Na cidade destaca-se a Feira de Artesanato dos Municípios do Seridó, que é realizada desde 1983 e ocorre atualmente no Complexo Turístico Ilha de Santana durante os festejos da padroeira de Caicó.

Bordado seridoense: Conta-se que arte do bordado chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses por volta do século XVII e século XVIII, narrando a presença história das mulheres na região. A presença feminina é registrada na lavoura, com uma participação ativa e, principalmente, na concepção do ambiente doméstico e, também, na construção das ideias e de interpretações sobre a região, a natureza e o mundo do trabalho. O bordado, primeiro, funcionou como parte da formação feminina para o cuidado do lar e para disciplina do corpo, posteriormente, torna-se uma fonte ofício e fonte de renda. Mais do que fonte de renda, o bordado viabilizou outras projeções, como a expressão artística, a atuação política e a própria imagem da cidade e da região. A região do Seridó, principalmente Caicó e Timbaúba dos Batistas, são as cidades que mais refletem essa tradição lusa, apresentando algumas características que são semelhantes ao bordado típico da Ilha da Madeira, em Portugal; tais indícios podem ser comprovados pelas composições atuais, flores e pístilos, que remetem a padrões próprios da Ilha da Madeira. Porém as mulheres seridoenses deram características apresentam inserções nesta arte, utilizando-se de cores vivas, representando a fauna e a flora locais. O bordado é realizado diretamente sobre o tecido, geralmente utilizando linho, percal ou polialgodão. Originalmente, este artesanato era produzido à mão, apenas com agulha e linha colorida, mas desde os anos de 1950 com a industrialização, as bordadeiras utilizam-se de máquinas de costura, sejam elas de pedal ou industrializadas, mantendo, o caráter artesanal da peça.

Atrações turísticas e eventos

A Festa de Sant’Ana de Caicó é uma das 26 manifestações brasileiras tombadas Patrimônio Cultural Imaterial.

O Arco do Triunfo, é um monumento construído em homenagem à passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pela cidade em 1953.

Caicó possui diversos pontos turísticos espalhados por seu território, como o Museu do Seridó, o Castelo de Engady, o Largo de Santana, os Balneários do Iate Clube, a Estação de Psicultura do Açude Itans, o Mosteiro das Clarissas, o Centro Cultural Deputado Adjuto Dias, o Poço de Sant’Ana, a Ilha de Sant’Ana, a Casa de Pedra, o Sobrado Padre Guerra - Casa da Cultura, a Catedral de Sant’Ana, o Colégio Diocesano Seridoense, o Mercado Público Municipal, o Santuário do Rosário, o Arco do Triunfo, a Praça da Liberdade (ou Praça Senador Dinarte Mariz), a Praça Dr. José Augusto - Praça da Alimentação, o Antigo Casario Caicoense.

Caicó também realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Entre eles, destacam-se: o Carnaval (em fevereiro), o Caicó Fest (no mês de maio), as Vaquejadas, a Festa de Sant’Ana (padroeira caicoense, realizada no mês de julho), os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte - JERN’s - (que acontecem em agosto), a Festa do Rosário (realizada no mês de outubro), e a festa de emancipação política de Caicó, celebrada no mês de dezembro.

Museus e espaços culturais

Museu do Seridó: é uma instituição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sendo uma unidade de preservação, conservação e divulgação da memória e da história seridoense. Sediado no antigo prédio do Senado da Câmara e cadeia pública da Vila do Príncipe, concluída em 1812. O acervo existente foi contextualizado a partir de um tema central - Seridó, terra nossa de cada dia, dividido em cinco núcleos expositivos: Seridó, terra e homem pré-cabralino; Sociedade, produção e trabalho; Devoção e arte no Seridó; Ofício e arte do Seridó; e Indústria alimentícia de subsistência. O museu ainda conta com exposições provisórias de artistas locais.

Centro Cultural Dep. Adjuto Dias: foi inaugurado em 2002,possui 447 poltronas, 2 camarotes, uma sala de projeção de cinema, 4 camarins, 5 salas para oficinas, estacionamento para 300 carros, além de ar condicionado central. Ele está localizado no bairro Paraíba e ocupa uma área de 1770 m². Destina-se a apresentação de expressões artísticas, como teatro, música, dança e artes plásticas.

Casa da Cultura: localizada no sobrado do Padre Brito Guerra, prédio histórico da cidade, o local é dos mais atuantes quanto a presença de manifestações culturais. Contando atualmente com duas exposições permanentes: Brinquedos Populares e Galeria dos Imortais Caicoenses.

Referências culturais

A cidade é citada na série de composições "Bachianas Brasileiras" de Heitor Villa-Lobos, mais precisamente no terceiro movimento da "Bachianas Brasileiras nº04", na forma de Cantiga, recolhida do folclore brasileiro por Teca Calazans, a mesma já foi gravada por Milton Nascimento, Alceu Valença, Pena Branca e Xavantinho, Elba Ramalho e Ney Matogrosso.93 Caicó ainda foi tema da canção intitulada "A Prosa Impúrpura do Caicó" também conhecida como "Caicó Arcaico", composta por Chico César, onde faz um trocadilho com o título do filme de Woody Allen: "A Rosa Púrpura do Cairo", na canção ele descreve as contradições, realidade e fantasia, existentes na cidade.94 A cidade também é citada na canção "Forrobodó" de Luiz Fidélis, conhecida pela interpretação da banda de forró Mastruz com Leite.

Esportes

O esporte mais popular no município é o futebol, onde os jogos profissionais são sediados no estádio Senador Dinarte Mariz, casa do Atlético Clube Corintians de Caicó, que junto com o Caicó Esporte Clube formam as únicas equipes profissionais de Caicó. A cidade realiza anualmente a Corrida de Santana, principal evento de atletismo, além de possuir tradição em sediar eventos de outros esportes, como MMA, motocross, e uma das etapas do Rally dos Sertões. Tradicionalmente há a realização de vaquejadas muito procuradas pela população local. Caicó ainda conta com um Clube de Tiro.100 A cidade sedia anualmente os JERN’s - Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, onde congrega os municípios da região polarizados por Caicó, além da Virada Esportiva realizada no aniversário de emancipação política.

Feriados municipais

Caicó apresenta em seu calendário dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são no dia 16 de dezembro, data de aniversário do município e um feriado móvel em honra a padroeira da cidade Sant’Ana, geralmente a última quinta-feira do mês de julho, de acordo com a lei municipal nº 3096 de 12 de junho de 1987.

Caicoenses ilustres

Amaro Cavalcanti jurista, prefeito do Rio de Janeiro(1917) e ministro do Supremo Tribunal Federal.

Padre João Maria padre beatificado pela Igreja Católica.

José Augusto Bezerra de Medeiros governador do Rio Grande do Norte (1924-1927) e senador (1928-1930).







José Bernardo senador pelo Estado do Rio Grande do Norte (1890-19070, vice-presidente da Província (1882-1884) e deputado provincial.

Antônio Fernandes Dantas Interventor federal-governador pelo Rio Grande do Norte(1943-1945) e Bahia(1937-1938).

Ivonete Dantas empresária e senadora pelo Rio Grande do Norte.

Nei Leandro de Castro publicitário e escritor do livro "As pelejas de Ojuara", adaptado ao cinema como "O homem que enfrentou o diabo".

Monsenhor Walfredo Gurgel sacerdote, educador, senador (1962-1965) e governador do Rio Grande do Norte (1966-1970).

Hiran de Lima Pereira jornalista, ator, deputado federal e dirigente do PCB, desaparecido desde o período da ditadura militar.

José Modesto Pereira de Brito Sacerdote.

Chico Doido de Caicó poeta.

Marinara Costa atriz e modelo.

Fonte: Wikipédia

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