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Aroeira, Aroeira-d0-sertão, Aroeira-verdadeira

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Aroeira
Aroeira-do-sertão

Myracrodruon urundeuva M. Allemao

Família: Anacardiaceae.

Nomes populares: Aroeira, Aroeira-do-sertão, Aroeira-verdadeira.

Ocorrência: MT, MS, GO, DF, TO, MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, MG, ES, RJ, SP, PR, Paraguai, Argentina, Bolívia.

Fisionomias: Floresta Estacional Semidecidual, Floresta de Galeria, Floresta Estacional Decidual, Caatinga, Cerrado.

Características morfológicas: Árvore de 5 a 30m de altura. Copa larga. Tronco de até 80cm de diâmetro, casca castanho escuro. Folhas aromáticas, compostas, alternas, imparipinadas (são as que possuem folículos em número ímpar), com cerca de 5cm de comprimento, com 6 a 14 foliolos opostos. Flores femininas amarelas ou verde-claras, dispostas em panículas terminais ou axilares. Flores masculinas púrpureas, dispostas em panículas pendentes. Sépalas persistentes. Frutos tipo dupra redonda, marrom-escuros, apresentando superfície rugosa, de 0,3 a 0,4cm de diâmetro, contendo uma semente. Sementes marrom-escuras, com tegumento membranáceo e desprovidas de endosperma.

Informações ecológicas: Espécie decídua, heliófita, climax. Ocorre em terrenos secos e rochosos. Apresenta melitofilia como síndrome de polinização. Dispersão das sementes (frutos) pelo vento (anemocoria). Presente na lista de espécies ameaçadas de extinção da flora brasileira. Status de conservação vulnerável à extinção.

Fenologia: Floresce entre os meses de junho e julho e frutifica entre agosto e dezembro. Em estado vegetativo é facilmente confundida com a Schinopsis brasiliensis (Anacardiaceae).

Coleta de sementes: Coletar os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea e apresentarem aspecto rugoso e coloração marrom-escura. As sementes ficam aderidas ao fruto. Um quilograma de sementes (frutos) contém aproximadamente 67.390 unidades.

Produção de mudas: Colocar as sementes para germinar, sem nenhum tratamento, em substrato organo-arenoso. A emergência das plântulas ocorre entre 8 e 18 dias e a taxa de germinação é superior a 80%.

Utilidades: Cascas, folhas e raízes usadas contra inflamações de garganta, no tratamento de úlceras e como regulador menstrual. Madeira muito resistente, excelente para obras civis.

Fonte: Guia de Campo de Árvores da Caatinga, José Alves de Siqueira Filho (editor), Amanda Pricilla Batista Santos, Maria de Fátima da Silva Nascimento e Fábio da Silva do Espírito Santo, Editora e Gráfica Franciscana/Universidade do Vale do São Francisco, Petrolina, 2009.

Aroeira-do-sertão

A Universidade Federal do Ceará tem contribuído para o entendimento e melhor utilização das plantas de uso popular através do estudo de sua toxicidade e características farmacológicas. O Departamento de Fisiologia e Farmacologia, através da Unidade de Farmacologia Clínica da UFC, vem caracterizando farmacologicamente, por meio de pesquisas pré-clínicas e clínicas, diversas plantas medicinais que apresentam um potencial de uso como fitoterápico. Entre elas, destaca-se a Aroeira-do-Sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All). Uma das plantas de uso ginecológico mais freqüente e mais antigo na medicina popular do Nordeste do Brasil - ligada à prática do "banho de assento" usada por mulheres nordestinas no tratamento ginecológico pós-parto - a Aroeira-do-Sertão também é usada no tratamento de úlceras pépticas. Estudos pré-clínicos realizados no Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFC, mostraram uma baixa toxicidade do extrato de Aroeira-do-Sertão e confirmaram suas atividades cicatrizante e antiinflamatória. Ela se mostrou eficaz no tratamento de feridas nos genitais e na virilha. "Os testes foram feitos apenas em ratos", observa o farmacologista Francisco Matos, orientador da tese de mestrado baseada nessa experiência. "A aroeira tem várias substâncias que tratam a mucosa vaginal", esclarece.

As pesquisas relativas à toxicologia clínica do elixir de Aroeira-do-Sertão, realizadas pela Unidade de Farmacologia Clínica da UFC, sob a coordenação da professora Maria Elisabete Amaral de Moraes, transformaram-se no tema da dissertação de mestrado da pesquisadora Gilmara Silva de Melo Santana, que contou com o apoio financeiro da FUNCAP. Maria Elisabete é médica com residência em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), mestrado em Farmacologia pela UFC, Ph.D. em Farmacologia Clínica pela Universidade de Oxford, Inglaterra, e Professora de Farmacologia Clínica da Faculdade de Medicina da UFC. Diante dos dados apresentados pode-se afirmar que o elixir de Aroeira-do-Sertão é um produto fitoterápico que, nas doses testadas, pode ser utilizado com segurança, tornado-se um candidato promissor para o tratamento de úlcera péptica. A aroeira do sertão é uma árvore com altura de 6-14m, com tronco de 20-25 cm, tendo com ocorrência desde o CE (caatinga) até o estado do PA e MS, sendo mais frequente no nordeste do país, oeste dos estados da BA, MG, SP e sul dos estados MS, MT e GO.

Fonte: Funcap/Polícia Militar do Estado de São Paulo/UNIFAC/Terra/RedeTec

AROEIRA

Palavras-chave: Meio Ambiente, Nordeste, Caatinga