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A Terra e o Homem no Nordeste, resumo do livro

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A Terra e o Homem no Nordeste, Cortez Editora
A Terra e o Homem no Nordeste, edição da Brasiliense

Este livro do geógrafo e historiador pernambucano Manoel Correia de Andrade é considerado um clássico e  traz os seguintes temas - O Nordeste - Região e contrastes; Conceito de Nordeste; Condições naturais e diversificações regionais; População e estrutura fundiária no Nordeste; A propriedade da terra e a mão-de-obra na Região da Mata e do litoral oriental; A colonização portuguesa e o problema da mão-de-obra; Os holandeses e a escravidão; O desenvolvimento econômico e as relações de trabalho na segunda metade do século XVII e no século XVIII; O trabalho escravo e assalariado no século XIX; O desenvolvimento das usinas e a proletarização do trabalhador rural; O trabalho no campo, nas áreas de cultura do coco, do arroz e do cacau; Propriedade, policultura e mão-de-obra no Agreste; A pecuária e o povoamento do Agreste; O surto algodoeiro no Agreste e o desenvolvimento do trabalho assalariado; As relações de trabalho do Agreste em nossos dias; O latifúndio, a divisão da propriedade e as relações de trabalho no Sertão e no Litoral Setentrional ; A pecuária e o latifúndio na conquista do sertão e do litoral setentrional; O desenvolvimento da agricultura sertaneja; Parceria e trabalho assalariado na economia sertaneja; O Meio-Norte e a Guiana Maranhense; Franceses e portugueses; A ocupação do território; O problema da mão-de-obra; Os sistemas agrícolas atuais; O capitalismo e a evolução recente da agricultura nordestina; O Estado e a consolidação do sistema empresarial no campo; A dualidade da legislação rural; As implicações ecológicas e sociais do modelo econômico; O Nordeste e o impacto da globalização; Estagnação e mudança; A diversificação da agricultura; O impacto da vida urbana; Região e globalização; Uma redivisão regional; O Nordeste no limiar do século XXI; A chegada do novo século; Mudanças nas atividades agrícolas; A expansão da soja; entre outros.

Homenagem a Manuel Correia de Andrade: a geografia e a política do Nordeste brasileiro

Marcos Costa Lima

(...)

Sua obra mais conhecida é "A terra e o homem no Nordeste". Publicada em 1963, um ano antes do Golpe Militar de 1964, pela editora Brasilense, com prefácio de Caio Prado Júnior, granjeou espaço nos meios acadêmicos nacionais, sendo em seguida traduzida para o inglês e para o alemão. Manuel Correia preocupou-se em tratar das relações de trabalho dominantes no meio rural, dos processos de ocupação e apropriação do espaço nordestino, sendo um defensor ativo da reforma da estrutura agrária do país e, particularmente, da região Nordeste, que vivia as intensas lutas das Ligas Camponesas em Pernambuco1 e Paraíba, assim como no município de Governador Valadares, coração do latifúndio mineiro. Essa preocupação com os "deserdados da terra" fez com que Manuel Correia assumisse a direção do Grupo Executivo de Produção de Alimentos (Gepa) e a presidência do Grupo de Trabalho para elaboração de sugestões visando à aceleração do processo de Reforma Agrária (GTRA-PE), nos poucos momentos em que esteve afastado da lide acadêmica.

No prefácio de A terra e o homem, Caio Prado Júnior afirma que o livro é

[...] um paciente e exaustivo trabalho de campo, que se complementa de larga informação de conhecimentos geográficos, econômicos e sociológicos gerais [...]. E agora podemos dizer que pela primeira vez nos é apresentada a análise de conjunto da economia agrária nordestina, numa síntese de alto valor científico (1980, p. 14).

Em uma conferência pronunciada na 55ª Reunião Anual da SBPC, sob o título de "A terra e homem no Nordeste, hoje", Manuel Correia passa em revista sua obra escrita há quarenta anos e afirma com alegria que "as idéias [...] expostas foram, depois, aceitas pelos movimentos sociais rurais, como os da Contag e dos Sem-Terra [...], e vêm sendo objeto de discussão durante todo esse tempo" (p. 193). O relato das mudanças ocorridas desde então, na região, tomando como parâmetro a definição do autor das cinco sub-regiões nordestinas e a situação dos estados do Maranhão e Piauí, mostra a dimensão da sua sensibilidade e da pertinácia de sua análise. Manuel Correia afirma que o crescimento econômico e a expansão do povoamento

[...] foram feitas com grandes danos ecológicos e sociais, como a intensificação do desmatamento, deixando o solo à mercê da ação das intempéries e o desalojamento de populações indígenas com massacres como em Barra da Corda e dos caboclos que vieram do Sertão há décadas e que plantavam lavouras itinerantes e formavam pequenos povoados, verdadeiramente desconhecidos dos órgãos oficiais (p. 199).

Fonte: Revista Brasileira de Ciências Sociais
 

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A TERRA E O HOMEM NO NORDESTE

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