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Venâncio e Corumba

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VENÂNCIO E CORUMBA

Marcos Cavalcanti de Albuquerque e Manoel José do Espírito Santo

Compositores nascidos no Recife: Venâncio a 7/10/1909 e Corumbá a 11/6/1914.

Venâncio cantava cocos e emboladas nas festas populares, em palanques armados nas ruas, principalmente nos festejos juninos. Aos 18 anos, fez um curso de teatro no Círculo Operário no Recife, e no ano seguinte, já dirigia aquele grupo. Criativo, talentoso e com capacidade de improvisação, descobriu um companheiro, o Corumbá, que se destacava no grupo e, com ele, criou a dupla de intérpretes e compositores que durou 40 anos. Durante 11 anos, fizeram parte do cast do Rádio Clube de Pernambuco, constituindo-se no maior sucesso popular da época.

Em 1947, seguiram para o Rio de Janeiro. Depois de algumas gravações sem sucesso, estouraram com a música Boi na cajarana, uma composição da dupla, gravada nos Estados Unidos, em 1952.

Trabalharam na Rádio Tamoio, na Rádio e TV Tupi, no programa Hora Sertaneja, de grande popularidade, apresentando sempre um humor típico do Nordeste, na base do improviso e de desafios.

Na década de 1950, fixaram-se em São Paulo, montando uma agência promotora de eventos, com a finalidade de empresariar artistas, especialmente nordestinos.

Dentre as composições da dupla as que mais se destacaram foram O último pau de arara e Mata sete.

A partir de 1968, a dupla se desfez. Corumbá continuou apenas como empresário, e Venâncio seguiu compondo, explorando e resgatando sempre a temática folclórica nordestina.

Criou, na década de 70, o grupo Os Baianos de Aracaju, gravando um LP muito bem-recebido pela crítica, intitulado Brasil com S, pela RGE Fermata, lançado em 1977.

Outras obras:

Tempo de molecote, baião, Sinter, 1951; Lembrando o Sertão, baião, Sinter, 1951; Castigo da seca, baião, RGE, 1958; Piada de papagaio, samba-forró, RGE, 1958; Saudade não mata ninguém, toada, lançada pelo também pernambucano Gilvan Chaves, em 1958; Ação de despejo, xote, Colúmbia, 1958; Grande mulata, samba, Chantecler, 1959; Paulificante, fox-trot, Chantecler, 1959; Veja se vê, coco, Chantecler, 1960; A dica do Deca, samba, Chantecler, 1962; Pijama de madeira, samba, Chantecler, 1962.

Fonte: MPB Compositores Pernambucanos - Coletânea bio-músico-fonográfica - 100 anos de história, Renato Phaelante, Cepe Editora, Recife, 2010.

VENÂNCIO E CORUMBÁ

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