01.07.2010
Data: 01/07/2010
Veículo: FOLHA DE S. PAULO - SP
Editoria: COTIDIANO
Jornalista(s): GIULIANA MIRANDA
Assunto principal: ENSINO FUNDAMENTAL
OUTROS
O projeto é ideia do neurocientista Miguel Nicolelis, 49. Considerado pela revista "Scientific American" um dos pesquisadores mais influentes do mundo, ele comandou a criação de dois projetos semelhantes no Rio Grande do Norte.
O centro funciona como extensão da escola regular. Os alunos continuam frequentando as aulas convencionais e, duas vezes por semana, participam de oficinas que combinam ciência à tecnologia e robótica.
O curso dura dois anos e, para participar, é preciso estar entre o sexto e o oitavo ano do ensino fundamental em alguma escola pública.
A seleção é realizada por meio de um sorteio -mais de 1.600 alunos se candidataram.
"São jovens que não teriam outra oportunidade de desenvolvimento. Na minha opinião, é meu trabalho científico mais importante", afirma Nicolelis, que coordena a área de neurociência da Universidade Duke (EUA).
As turmas são divididas de acordo com o conteúdo. Os alunos não são separados por idade ou familiaridade com assuntos. "O intuito é integrar, estimular diálogos", afirma a diretora Dora Montenegro.
Segundo ela, que também comanda as escolas de ciência do Rio Grande do Norte, o objetivo não é formar cientistas profissionais."Queremos dar uma formação mais ampla. A ciência é só um meio", diz Dora.
INVESTIMENTOS
A unidade é gerida pela Associação Alberto Santos Dumont de Apoio à Pesquisa, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).
Gastos com alimentação e material são pagos pela instituição.
A Prefeitura de Serrinha se encarrega do transporte dos jovens, a maioria moradores de áreas rurais.
O governo da Bahia investiu R$ 5 milhões, que custearão as despesas pelos próximos 18 meses.
Idealizador do centro, Nicolelis pretende levá-lo a outras regiões do Brasil. "Já temos um método consolidado", afirma.
Siga www.onordeste.com no Twitter
Palavras-chave: Nordeste, Tecnologia, Educacao