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06.08.2009

Vinho do Vale do São Francisco mais competitivo

Vinho nacional no paladar do brasileiro

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Na taça // Campanha quer estimular consumo interno da bebida e derrubar o preconceito de que o produto internacional é superior

Juliana Cavalcanti
julianacavalcanti.pe@diariosassociados.com.br

OInstituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) programa a veiculação de uma campanha para estimular o consumo de vinho nacional pelos brasileiros ainda no segundo semestre deste ano.

A iniciativa deve reposicionar o produto feito no país e iniciar a divulgação no exterior.

"O brasileiro tem a falsa ideia de que vinho estrangeiro é melhor que os nacionais. Em muitos restaurantes, os vinhos brasileiros não estão nem nas opções oferecidas e muitas vezes o consumidor toma vinho estrangeiro de qualidade inferior aos nossos", constata José Gualberto Almeida, presidente da Associação de Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport).

Gualberto explica que este foi um dos temas discutidos na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados, em Brasília, na terça-feira.

"Avançaram também as discussões sobre a demarcação das áreas produtoras e o mais importante foi a decisão do usodo selo fiscal para combater o contrabando - o que mais afeta o nosso setor atualmente", completa.

No âmbito estadual, os produtores de uva, vinho e suco de uva e todos os fornecedores de insumos para a cadeia produtiva já podem aderir ao Programa de Desenvolvimento do Setor Vitivinícola.

O decreto regulamentando a lei 13.830, de 29 de junho de 2009, que concede crédito presumido de 95% sobre o saldo devedor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), foi publicado no último dia 27 de julho no Diário Oficial e detalha os insumos e matérias-primas beneficiados.

A tendência é que caiam os preços dos produtos pernambucanos, especialmente os vinhos do Vale do São Francisco, favorecendo a concorrência direta com os chilenos e argentinos. José Gualberto Almeida detalha que os produtores destes países produzem em maior escala e têm isenção de impostos e acesso facilitado ao crédito.

"Essa desoneração dos insumos é importante. Temos negociado também com o governo federal o aumento de linhas de crédito para osprodutores de vinho nacionais, para que possamos aumentar os investimentos no setor", diz.

Segundo o vice-presidente da Valexeport, Aristeu Chaves Filho, a carga tributária corresponde a cerca de 40% dos custos da produção de vinho. "Este era um pleito antigo. Metade dos nossos custos vêm dos insumos. Agora temos que garantir que este benefício chegará no produto final", avalia.

Para se beneficiarem do programa , os produtores e fornecedores de insumos devem abdicar de incentivo do Programa de Desenvolvimento do Estado (Prodepe) - se forem beneficiários - e solicitar a adesão ao novo programa.

De acordo com Roberto de Abreu e Lima, diretor de Benefícios Fiscais da Secretaria da Fazenda, o incentivo deve contribuir com o aumento da produção, compensando a perda de arrecadação.

"Até agora nenhuma indústria aderiu ao programa. A maioria das empresas participa do Prodepe, que concede 75% de crédito presumido. O aumento da produção deve diluir esta diferença", analisa.


Diario de Pernambuco - 6/8/2009

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Comentários

Rodrigo
Comentou em 07/08/2009 às 08:30:13


No ACRE, localizado na Rua da Aurora, 1139, esquina com a Capitão Lima, a carta é recheada de vinhos latinoamericanos, inclusive do Vale do São Francisco com preços imperdíveis.

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