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22.02.2010

Pernambuco anuncia construção do segundo estaleiro

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O governador Eduardo Campos anunciou nesta segunda-feira a construção do segundo estaleiro de Pernambuco, que será implantado no Complexo Portuário de Suape. Com investimento de R$ 300 milhões, a obra tem início programado para o próximo mês de julho e deve gerar 1.700 empregos.

Pioneiro, o estaleiro será responsável por construir a primeira plataforma para exploração do Pré-Sal, o navio-plataforma FPSO, orçado em 1,5 bilhão de dólares (aproximadamente R$ 2,71 milhões).

O anúncio ocorreu esta tarde, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo. Além do governador, também esteve presente o secretário de desenvolvimento econômico e presidente do Complexo Portuário de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

"A cada ano, Suape mostra que é se transformou em um patrimônio não só de Pernambuco, mas do Brasil e do mundo. A implantação do segundo estaleiro e a construção da primeira plataforma que irá explorar o Pré-Sal são provas disso. Suape é hoje um dos maiores pólos navais do Brasil", afirmou o governador.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Palavras-chave: Suape, Desenvolvimento

21.02.2010

Diversidade genética de melancia é alta no Sertão

Embrapa já catalogou 843 registros da fruta no Semiárido nordestino com variações de tamanho e cor de polpa diferentes. Banco de germoplasma reúne ainda amostras de jerimum, maxixe e cabaça

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PESQUISAS

Embrapa já catalogou 843 registros da fruta no Semiárido nordestino com variações de tamanho e cor de polpa diferentes. Banco de germoplasma reúne ainda amostras de jerimum, maxixe e cabaça


Verônica Falcão

vfalcao@jc.com.br

A maior variabilidade genética de uma espécie está no lugar de onde ela se origina. No caso da melancia, a África. Pesquisadores brasileiros, no entanto, identificaram no Semiárido, onde a planta foi introduzida durante a colonização, centro secundário de diversificação de genes da espécie. Equipe da Embrapa em Petrolina, Sertão, já catalogou na região 843 registros de melancieiras com características como tamanho, cor da polpa e teor de açúcar distintas.

As amostras fazem parte do banco de Germoplasma de Cucurbitáceas do Nordeste. Cucurbitáceas é o nome da família botânica à qual também pertencem o melão, maxixe, jerimum, abóbora, abobrinha, cabaça, pepino e bucha. O banco conta também com 27 amostras de melancia forrageira (destinada à alimentação animal), 643 de jerimum de leite (ou abóbora), 187 de jerimum caboclo, 146 de maxixe e uma de cabaça.

Para quem confunde jerimum e abóbora, a diferença está no tamanho e na cor do fruto. Enquanto o do primeiro é menor, tem a casca verde, polpa mais clara e sementes sempre brancas, o do outro possui o miolo alaranjado e é maior. A abóbora também é chamada de jerimum-de-leite.

A coordenadora do trabalho, Rita Dias, explica que coleções desse tipo são importantes para pesquisas genéticas. "Há genes de resistência a doenças ou ainda os que podem ser usados para a obtenção de um fruto maior e mais doce."

As sementes do banco de germoplasma, com duas mil amostras, foram coletadas entre 1987 e 2009 em 11 Estados: Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Sul e Roraima. Além das que ficam em ambientes sob refrigeração, a Embrapa mantém plantação com as variedades de cucurbitáceas.

O banco começou a ser montado em 1987, pelo agrônomo Manoel Abílio de Queiroz, hoje aposentado. A maioria das amostras foi obtida de produtores rurais. "Coletamos em feiras livres e centros de distribuição, além de recebermos entregas voluntárias."

As mudanças climáticas, informa a agrônoma, são outra linha de pesquisa à qual um banco de germoplasma se destina. É que há variedades de plantas mais resistentes que outras ao aumento da temperatura e ao chamado estresse hídrico, associado à baixa pluviosidade, característica do Semiárido.

O banco de germoplasma da Embrapa se destina ao armazenamento das sementes de cucurbitáceas a médio prazo. Isso significa que a empresa terá o patrimônio genético das variedades caboclas, ou seja, adaptadas ao Semiárido, por décadas.

Cada semente é cultivada em casa de vegetação, para que frutifique e os pesquisadores possam coletar sementes livres de impurezas. Assim como o de outras hortaliças, o ciclo das cucurbitáceas é curto, variando de 70 a 120 dias.

Alogâmicas, isto é, dependentes de agentes externos para a fecundação, essas plantas são isoladas durante o processo. É que abelhas podem fazer cruzamento indesejado. Os pesquisadores usam cotonete para levar o pólen da flor masculina para a feminina ou hermafrodita. É a chamada polinização artificial cruzada.

Fonte: Jornal do Commercio - Publicado em 21.02.2010

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Palavras-chave: Economia, Tecnologia

20.02.2010

Sorvete de umbu, acerola, goiaba, graviola, maracujá, manga

Do campo para as sorveterias

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Sorvete de umbu (foto)

Projeto visa inserir produtores de frutas de Pernambuco na lista de fornecedores de polpa para produção de sorvetes, inclusive para o mercado externo

De Dormentes, no Sertão pernambucano, para a Europa. Pequenos produtores de polpas de frutas tropicais de várias regiões do Estado serão capacitados para aperfeiçoarem suas produções e assim ganharem espaço no mercado interno e, sendo fornecedores da indústria nacional de sorvetes, conquistarem consumidores europeus e norteamericanos.

Esse é o objetivo do projeto Produtos Comunitários para o Mercado de Alimentos e Bebidas, tocado em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento e Articulação Regional, Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis), GTZ (empresa alemã de cooperação técnica) e a Atrium Ingredients Business, companhia do ramo alimentar. Atualmente, um diagnóstico sobre a qualidade, volume de produção e condições de fabricação e logística das polpas está em fase final de elaboração. Com ele em mãos, as entidades empresariais irão iniciar rodadas de negócios. A primeira deve ocorrer já no próximo mês.

A produção de polpas de umbu, acerola, goiaba, graviola, maracujá, manga e outras frutas é antiga no Estado. O problema é que os pequenos produtores encontram-se bastante espalhados e dependem de atravessadores (pessoas que, na maioria das vezes, adquirem os produtos a preços muito baixos e vendem por muito mais) para comercializarem a mercadoria. Ou do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ministério do desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ocorre que, assim como aconteceu em 2009, cortes no orçamento do órgão resultam em reduções nas compras dos produtos, prejudicando o agricultor familiar.

Diante desse cenário, o primeiro passo do projeto foi integrá-los em associações, explica o secretário de Desenvolvimento e Articulação Regional, José Patriota. Assim, terão maior poder de barganha nos valores dos insumos e nas negociações de venda. Participam do programa 19 pequenos fabricantes, com a previsão que dois novos integrantes se juntem ao grupo. "Muitos trabalham no fundo de quintal. Outros possuem uma pequena estação de beneficiamento. É bem diversificado", comenta Patriota.

Concluída a análise, a Abis terá os subsídios suficientes para apresentar os produtos às fábricas de sorvete de todo o Brasil. As deficiências que porventura serão encontradas serão resolvidas com assistência técnica especializada e disponibilização de sementes selecionadas - a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá fornecer sementes de umbu, por exemplo, que resultam em um fruto maior e mais resistente, aumentando a produtividade.

O presidente da Abis, Eduardo Weisberg comenta que o principal objetivo do projeto é prover a indústria nacional de uma nova cadeia de fornecedores, devidamente qualificados e detentores de um produto de ampla aceitação no mercado externo: os sorvetes de frutas tropicais. "E não é só. Não queremos apenas atuar como compradores. Nosso objetivo é que os produtores, com o tempo, adquiram know how, se capacitem e tenham as suas próprias agroindústrias", acrescenta Weisberg.

Outro ponto favorável para o setor industrial será o de tentar uma inserção do sorvete na merenda escolar. Segundo a Lei Federal nº 11.947, 30% dos ingredientes que compõem as refeições fornecidas para os alunos da rede pública de ensino devem ter como origem a agricultura familiar. Adquirindo a polpa pernambucana, a indústria de sorvetes terá um bom argumento para brigar pela inclusão de sorvete na merenda e ganhar, com isso, mais um mercado consumidor.

Fonte: Jornal do Commercio - 20/2/2010

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Palavras-chave: Economia, Negocios

09.02.2010

Qualiti lança curso preparatório para concurso de TIC

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Estabilidade de um emprego público e os  altos salários são as duas principais razões da alta concorrência nos concursos. Pensando num preparatório focado nas principais disciplinas relacionadas à Gestão e Engenharia de software, a Qualiti Software Processes lança o primeiro módulo do preparatório para concursos públicos de TIC. As aulas iniciam no dia 23 de fevereiro e tem como objetivo habilitar o participante na obtenção de um emprego público na área de TIC. Com 60 horas de duração, o curso abordará questões das principais bancas organizadoras de concursos públicos, deixando o candidato preparado para o exigente nível de prova das grandes seleções. As vagas são limitadas e as inscrições com políticas de descontos diferenciadas para grupos já estão abertas. Mais informações www.qualiti.com.br ou 81- 2137.1200

Curso Preparatório para Concursos Públicos de TIC

Data: 23/02/2010

Horário: 19h00min às 22h00min

Carga horária: 60h

Mais informações www.qualiti.com.br ou 81- 2137.1200

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Palavras-chave: Tecnologia

08.02.2010

Pela segunda vez, Suape é o melhor porto público do país

Melhor porto, Suape teve investimento de R$ 7 bilhões

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Posição estratégica e gestão também levam porto a se destacar em pesquisa

Monica Bernardes

O desempenho do Complexo Portuário de Suape na pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), considerado o melhor do País, é, na avaliação de operadores e gestores, resultado de fatores como localização estratégica em relação às principais rotas de navegação, o que garante conexão com mais de 160 portos em todos os continentes; o investimento contínuo (público e privado) em infraestrutura e gestão, que soma mais de R$ 7 bilhões nos últimos três anos; e a adoção de um plano estratégico rígido, monitorado por especialistas, entre os quais um grupo do Porto de Roterdã, na Holanda.

Suape fica 40 quilômetros ao sul do Recife (PE), em uma área de 13.500 hectares. Atualmente, 96 empreendimentos, entre indústrias, empresas de logística e de operação de serviços, estão instalados ou em processo de instalação. Entre eles estão o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), o Estaleiro Atlântico Sul, a Bunge Alimentos, uma usina termoelétrica de 523 megawatts e a Refinaria Abreu e Lima. Em 2007, o porto tinha 8 mil empregados diretos. Em 2009, superou os 18 mil.

Em 2009 foi movimentado um total de 7,77 milhões de toneladas, ante 8,61 milhões em 2008. A queda, de 9,8%, foi justificada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do porto, Fernando Bezerra Coelho, como efeito da crise econômica.

"Não podemos esquecer que todos os setores foram atingidos pela crise mundial. Mas isso já era esperado e não causa preocupação em relação às metas para 2010. Muito pelo contrário, os resultados do segundo semestre de 2009, que foram 32% superiores aos dos primeiros seis meses, mostram que nos recuperamos rápido. Se mantivermos esse ritmo, a movimentação de cargas atingirá um aumento de 15% a 20%, alcançando até 9 milhões de tonelada", disse ele.

Entre os produtos que mais se destacaram na movimentação do porto no último ano estão as chapas de aço, máquinas e peças para empreendimentos que estão se instalando em Suape, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul.

De acordo com Bezerra Coelho, os investimentos previstos para 2010 (entre receita própria, repasse do governo federal e recursos do Tesouro do Estado) são da ordem de R$ 750 milhões. "Em 2007, o investimento, sem contar a iniciativa privada, foi de R$ 105 milhões. Em 2008, esse valor chegou a R$ 158 milhões. No ano passado, atingimos R$ 438 milhões."

No ano passado, pelo terceiro ano consecutivo, Suape apresentou um recorde no número de navios atracados. Em 2009, foram 1.138 embarcações, ante 1.042 em 2008 e 1.107 em 2007.

PROJETOS

Na lista dos projetos prioritários para 2010 estão: licitação para o segundo terminal de contêineres, um terminal de minério e um terminal de grãos, cujo valor estimado é de R$ 2 bilhões; a construção de novos piers, a duplicação de vias internas, aumento da capacidade de produção de água bruta, com construção de uma nova subestação, e a restauração da ligação ferroviária com Alagoas, prevista para o fim do primeiro semestre.

Entre os operadores, as expectativas também são positivas. O presidente do Terminal de Contêineres de Suape (Tecon Suape), Sérgio Kano, credita a liderança de Suape "à forte parceria entre governo e iniciativa privada". "Suape é um projeto que tem 40 anos, mas só nos últimos 25 passou a ser viabilizado. Os últimos 10 anos foram de crescimento intenso e consolidação e isso só foi possível graças ao planejamento sério e à confiança de grupos empresariais", destacou.

Fonte: O Estado de São Paulo - Domingo, 07 de Fevereiro de 2010

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Palavras-chave: Suape

04.02.2010

Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil

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Pe360Graus

O setor têxtil de Pernambuco é bastante forte. Embora presente em todo o território, é no Agreste, mais precisamente nos municípios de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Surubim e Toritama, que se concentram pouco mais de 18 mil empresas do setor, capazes de produzir até 800 milhões de peças por ano.

Segundo Fredi Maia, diretor administrativo do Sindicato da Indústria do Vestuário de Pernambuco (Sindvest), a denominação "Polo de Confecções" surgiu em 2002, quando foi elaborado um projeto apresentado ao Sebrae denominado Projeto de Desenvolvimento do polo de Confecções do Agreste.

"O objetivo era conhecer a realidade e desenvolver empresas nos município de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe", revela o diretor. Hoje, outros nove municípios fazem parte do polo. São eles: Taquaritinga do Norte, Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Cupira, Agrestina, Belo Jardim, Pesqueira, Vertente e Riacho das Almas.

O polo fatura R$ 3,5 bilhões anuais e conta com 120 mil empregados diretos, firmando-se como segundo maior produtor de vestuário do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

Está em andamento um planejamento estratégico para fazer do Estado o melhor ambiente de negócios para a moda. Para isso, um esforço por parte de entidades como a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper), Sebrae e Sindivest é realizado no intuito de fomentar, entre outras coisas, a pesquisa tecnológica e proporcionar alternativas para desenvolvimento sustentável, peças-chave no caminho do progresso.

Fredi Maia explica, ainda, que o polo funciona como uma cadeia produtiva, em que empresas de diversos ramos, como botões, linhas e lavanderias, atuam de forma dinâmica.

A obtenção de tecido, entretanto, ainda é deficitária. O material adquirido no Estado não chega a 30% do total, que acaba sendo importado de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e outros Estados.

Pernambuco tem certa tradição no segmento, mas a produção, segundo Maia, só começou a ter participação significativa na economia a partir da década de 1980, quando um financiamento do Banco do Brasil proporcionou a chegada de máquinas de costura em larga escala no município de Santa Cruz do Capibaribe.

"Com melhorias na infra-estrutura, nas políticas fiscais e na qualificação de mão-de-obra, teremos plenas condições de ser o maior produtor do setor no Brasil, tanto em qualidade como em quantidade. Existem aqui duas coisas fundamentais: coragem de empreender e um centro emissor de tendências: Pernambuco tem uma cultura própria, capaz de emitir ideias para todas as regiões", pontua o diretor do Sindivest.

GOVERNO
Desde 2003, quando o Sindicato conseguiu apresentar para o Governo do Estado a dimensão do setor, uma política de desenvolvimento foi direcionada para o polo. Foram criados o Centro Tecnológico da Moda (CTM), uma lei de redução de ICMS foi promovida, e diversas ações em prol do meio ambiente foram tomadas, sem falar no trabalho de divulgação das empresas para as outras regiões do País.

Palavras-chave: Negocios, Moda

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